São João 3:16

Monoguenês:

 Significa único ou unigênito de Deus?

Em um estudo de determinado assunto, a fim de ser justo e honesto deve-se obrigatoriamente deixar de lado preconceitos, idéias e conceitos antecipados sobre a questão. Há grande perigo de comprometer a honestidade e confiabilidade dos resultados caso o defensor esteja no campo da defesa de uma instituição religiosa, seja ela qual for.

Chegar à verdade deve ser o objetivo primordial a alcançar, mesmo que isto nos conduza contra nossas convicções e idéias, reduzindo-nos a nada e até mesmo envergonhando-nos e nos decepcionando. Este é o alto custo que, na maioria dos casos, deve-se pagar; porém, milhões não estão dispostos a pagar este preço.

Outro fator importante a considerar é que, com freqüência, uma pesquisa só terá peso para a maioria das pessoas, se tão somente for produzida por alguém que possua credenciais e diplomas em larga escala. Ninguém dará crédito às idéias ou à pesquisa de alguém que não possua tais credenciais, mesmo que ela esteja solidamente fundamentada. Este foi um sério obstáculo à compreensão da verdade nos dias de Jesus.

“Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele” Marcos 6:3.

A pouca credibilidade de Jesus para muitas pessoas estava no fato dele ser filho de um rude carpinteiro. Frequentemente também comentavam a seu respeito:

“Então, os judeus se maravilhavam e diziam: Como sabe este letras, sem ter estudado?” João 7:15.  

Impressionante! Hoje não é diferente. É mais fácil dar crédito ao doutor do que ao lavrador. Não importa o que este último diga ou prove; não importa quão sólidas sejam suas bases. Ele é, e sempre será, um lavrador. Que pode ele me ensinar? “Tu és nascido todo em pecado e nos ensinas a nós?” João 9:34. Que tristeza! Mas é assim mesmo que acontece.

Um dos fatores para os grandes estragos teológicos hoje em dia, é que teólogos pertencem a denominações religiosas, e ao defenderem determinada posição, não estão ali para defender uma verdade estabelecida na Bíblia, mas a teologia de sua denominação religiosa. Tudo que for contrário ao que sua denominação prega deve ser prontamente negado e combatido mesmo que a Escritura Sagrada dê forte apoio.

A escritora Ellen White escreveu algo profundamente oportuno a este respeito e gostaria de partilhar este pensamento:

“A Igreja Romana reserva ao clero o direito de interpretar as Escrituras. Sob o fundamento de que unicamente os eclesiásticos são competentes para explicar a Palavra de Deus, é esta vedada ao povo comum. Conquanto a Reforma fizesse acessível a todos as Escrituras, o mesmíssimo espírito que Roma manteve impede também as multidões nas igrejas protestantes de examinarem a Bíblia por si mesmas. São instruídas a aceitar os seus ensinos conforme são interpretados pela igreja; e há milhares que não ousam receber coisa alguma contrária ao seu credo, ou ao ensino adotado por sua igreja, por mais claro que esteja revelada nas Escrituras.

“Apesar de achar-se a Bíblia cheia de advertências contra os falsos ensinadores, muitos há que estão prontos a confiar ao clero a guarda de sua alma” O Grande Conflito, Pág. 596.

Eis que agora, proponho algo difícil para muitos no campo do estudo. Examinar as idéias e as bases apresentadas por um leigo numa objeção às idéias e bases apresentadas por um mestrado em línguas bíblicas pela Universidade Andrews, Pedro Apolinário, em seu livro “As Testemunhas de Jeová e Sua Interpretação da Bíblia” publicado pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia – SALT, outubro de 1996 .

Ao leitor deixo outro valioso pensamento da escritora Ellen White:

“Mas Deus terá sobre a Terra um povo que mantenha a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam, a voz da maioria - nenhuma destas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-se como prova em favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos pedir em seu apoio um claro - "Assim diz o Senhor” O Grande Conflito, 595, Cap. Nossa Única Salvaguarda.

 

MONOGUENÊS - ÚNICO OU UNIGÊNITO?

Nosso estudo se concentrará nas afirmações feitas no capítulo: Cristo o Unigênito Filho de Deus, a partir da página 145 do livro do professor Pedro Apolinário “As Testemunhas de Jeová e Sua Interpretação da Bíbla”.

Segundo o autor, a palavra unigênito em português foi traduzida incorretamente por algumas versões:

“João 3:16 é inegavelmente o verso mais conhecido da Bíblia, sendo definido por Lutero como o evangelho em miniatura.

“Infelizmente, algumas das traduções mais conhecidas da Bíblia como a King James Version (KJV) e a nossa Almeida traduziram erradamente este verso” Pág. 145.

Concordamos que várias versões erraram ao traduzir João 3:16, mas este não é o caso da Almeida e nem tampouco da King James. Isto será provado, mais adiante.

O professor faz uma importante pergunta em seu livro:

“Se Cristo é o eterno ‘Logos’ preexistente como pode ser chamado em João 3:16 de unigênito Filho de Deus?” Pág. 145.

A questão proposta é: Se de fato Jesus é o unigênito, ou seja, o único gerado de Deus, quando houve um instante na eternidade passada que Deus o gerou, trazendo-o à existência. Ou então, teria preexistência ETERNA passada.

Monoguenês – Único da Espécie?

Diante deste impasse, qual foi a solução proposta pelo autor? Provar que unigênito, que é derivado do termo grego monoguenês, não significa gerado por, ou gerado de. Vejamos a proposta de Carlos Apolinário:

Origem e Significado da Palavra

Conhecendo os elementos constitutivos da palavra, entenderemos melhor o seu significado, especialmente, ao ser aplicada a Cristo.

Sendo a palavra composta de “monos” = um só, único e “guenos” = espécie, sua tradução correta apenas pode ser: o único da sua espécie”. Pág. 145, 146.

Segundo o professor, “sua tradução correta APENAS poderia ser: o único da sua espécie”. Creio que aqui cabe uma pergunta oportuna: De qual “espécie” é Jesus? Veja a resposta proposta do professor Carlos Apolinário:

“Ele é filho único, porque como membro da Trindade foi o único que recebeu o título de “Filho com poder” (Rom. 1:4) e o poder de Deus (I Cor. 1:24). Seu nascimento foi milagroso por ser  o único em sua classe, pois nasceu tendo vida própria”. Pág. 146.

E como apoio à sua afirmação, logo em seguida, cita uma publicação da Conferência Geral:

“Jesus Cristo, Deus preexistente, o divino Verbo criador, em sua encarnação tornou-se sentido incomparável o Filho de Deus. Por isso é que Ele é designado “monoguenês”, o único de Sua espécie, o único em muitos aspectos do Seu ser e vida”. The Review and Herald - Translation – Problemas de Tradução na Bíblia, pág. 202.

Como pode ser percebido, tanto a Review (gostaríamos de ter a data da publicação deste artigo), quanto o professor Apolinário, concordam que monoguenês significa “o único da sua espécie”. Ou seja, que Jesus é tudo, menos o filho literal de Deus!

 

Qual a tradução correta?

Voltemos à questão: “Qual a tradução correta para monoguenês?” No próprio livro, embora, talvez, não perceba, o professor nos oferece uma preciosa pista.

Monoguenês e seu Uso no Novo Testamento

Monoguenês aparece nove vezes no Novo Testamento, sendo cinco vezes para Cristo, (João 1:14, 18; 3:16, 18; I João 4:9), e quatro vezes para outras pessoas (Luc. 7:12; 8: 42; 9:38, Heb. 11:17)”. Pág. 148.

Se monoguenês significa somente “único da espécie”, porque a mesma palavra foi usada para “TRÊS pessoas da MESMA ESPÉCIE”? Surpreso? Pois é isso mesmo que nos mostra a Escritura e o professor sugere nos versos acima. Vejamos:

“Em dia subseqüente, dirigia-se Jesus a uma cidade chamada Naim, e iam com ele os seus discípulos e numerosa multidão. Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único (monoguenês) de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela” Lucas 7:11, 12 – Almeida Revista e Atualizada”.

“Ao regressar Jesus, a multidão o recebeu com alegria, porque todos o estavam esperando. Eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, lhe suplicou que chegasse até a sua casa. Pois tinha uma filha única (monoguenês) de uns doze anos, que estava à morte. Enquanto ele ia, as multidões o apertavam” Lucas 8:40-42 – Almeida Revista e Atualizada.

“No dia seguinte, ao descerem eles do monte, veio ao encontro de Jesus grande multidão.  E eis que, dentre a multidão, surgiu um homem, dizendo em alta voz: Mestre, suplico-te que vejas meu filho, porque é o único (monoguenês)Lucas 9:38 – Almeida Revista e Atualizada.

Pedro Apolinário nos indica algo bastante importante quando afirma que “Jerônimo conservou “únicos” em Lucas 7:12, 8:42 e 9:38 por não haver ali interesse teológicopág. 150.

Percebeu amado leitor; a causa da não aplicação da palavra “unigênito” nos três textos acima mencionados, segundo Apolinário, é que “não havia interesse teológico”.  Ou seja, quando os teólogos (e tradutores!) desejam defender suas próprias posições teológicas, alteram a seu bel-prazer as palavras dos textos bíblicos!

Pois é justamente aí, onde, por interesse teológico Pedro Apolinário não comenta e nem expõe os três textos de Lucas (7:12; 8:42 e 9:38). Ele apenas os menciona sutilmente. Por quê? Porque são justamente estes textos que desmentem e desfazem todas as tentativas de destruir a filiação natural e literal de Jesus em relação ao Seu Pai.

De que “espécie” eram as pessoas mencionadas em Lucas? Espécie Humana! Correto? De Cristo poderiam dizer: “ele é o único Deus e homem”, mas quanto a estas pessoas, que inventarão os teólogos para explicá-los de forma convincente?

Teremos assim:

Lucas 7:12 – O filho monoguenês da viúva

Lucas 8:42 – A filha monoguenês de Jairo

Lucas 9:38 – O filho monoguenês do homem

Teríamos então: 3 filhos ÚNICOS da MESMA espécie. Portanto a afirmação que monoguenês significa único da espécie está fundamentada na areia. Podemos afirmar com convicção e clareza que o professor Pedro Apolinário ou qualquer outro teólogo que tente provar que Jesus não é o unigênito (único gerado de Deus) estão em terrível equívoco.

 

ISAQUE – Unigênito de Deus

Muitos teólogos formados na Andrews University, em vários livros (A Trindade é um deles) ou em outros artigos, tentam provar que monoguenês não pode significar “único gerado” e em seu apoio citam Hebreus 11:17. Com o professor Apolinário não é diferente:

“Quanto a Heb. 11:17 deve ser salientado que Isaque não era unigênito, porque tinha um irmão mais velho – Ismael, e mais tarde Abraão gerou outros através de Quetura. Isaque em nenhum sentido foi unigênito, mas sim filho singular, o filho da promessa, visto que Ismael estava fora da promessa (Gál. 4:22, 23). Em Gênesis 22:2, no hebraico esta “Yachid”, mas na Septuaginta aparece assim: “Toma teu filho querido (agapeton), a quem ama...” Pág. 149

Deixemos que a Bíblia prove por si mesma que Isaque era sim unigênito de Abraão. Vamos às origens. Gênesis 16.

Ora, Sarai, MULHER de Abrão, não lhe dava filhos; tendo, porém, uma serva egípcia, por nome Agar, disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai”. Gên. 16:1,2.

A Bíblia afirma que Sarai era a ESPOSA de Abrão. Não podendo gerar filhos ao seu marido, teve a idéia de usar a sua serva Agar como barriga de aluguel. Abrão aceitou tal proposta. No verso 4, lemos que “Ele a possuiu, e ela concebeu”, nascendo Ismael, fruto de um pecado, filho fora do casamento. A Abrão, porém foi-lhe feita a promessa:

“A Abrão foi prometida uma benção, Deus fez com ele uma aliança e lhe disse: Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí. Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti” Gen.  17:5,6.

Mas há outro detalhe que deve ser percebido nesta questão:

“Disse também Deus a Abraão: A Sarai, TUA MULHER, já não lhe chamarás Sarai, porém Sara.   Abençoá-la-ei e DELA TE DAREI UM FILHO; sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela” Gên. 17:15, 16.

A mesma frase é repetida tanto com respeito a Abrão quanto a Sara, “se tornará nações, e reis procederão”. A promessa, portanto, fora feita para o MARIDO e sua ESPOSA. Um filho nasceria deste matrimônio, e a Escritura é clara em afirmar que Abrão e Sara tiveram apenas UM filho.

A Abraão foi repetida a promessa:

Disse um deles: Certamente voltarei a ti, daqui a um ano; e Sara, TUA MULHER, dará à luz UM FILHO. Sara o estava escutando, à porta da tenda, atrás dele. Gên. 18:10.

Exatamente um ano depois:

“Visitou o SENHOR a Sara, como lhe dissera, e o SENHOR cumpriu o que lhe havia prometido. Sara concebeu e deu à luz UM FILHO a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe falara. Ao filho que lhe nasceu, que Sara lhe dera à luz, pôs Abraão o nome de Isaque” Gên. 21:1-3.

Isaque, portanto, foi o UNIGÊNITO, ou seja, o único filho gerado de Abraão e Sara. O unigênito do sagrado matrimônio. Veja o que Deus disse de Isaque:

Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! Acrescentou Deus: Toma teu filho, TEU ÚNICO FILHO, ISAQUE, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei” Gên. 22:1, 2.

Aqui, o próprio Senhor afirmou que Isaque era o unigênito de Abraão. Deus não considerou aqui, os filhos ilegítimos de Abraão. O autor de Hebreus estava correto ao chamar Isaque de Unigênito, sendo o único filho do CASAMENTO de Abraão e Sara. Fica claro que Ismael e outros filhos de Abraão foram gerados FORA do casamento, eram filhos gerados no pecado.

Quando o autor de Hebreus escreveu que Abraão ofereceu seu unigênito, tinha em mente apenas o filho do CASAMENTO de Abraão, seu ÚNICO filho legítimo.

 

A Palavra “Único” e as Traduções da Bíblia

Como afirmamos no início deste artigo, que concordamos com Pedro Apolinário na questão de que várias traduções da Bíblia traduziram erradamente a palavra monoguenês em João 3:16, mas este não é o caso da Almeida ou a King James como afirma o professor, pois elas traduzem corretamente como unigênito.

Aqui surge outra importante questão: Único e Unigênito são sinônimos ou termos diferentes? Porque nos textos apresentados por Lucas (caps. 7:12; 8:42; 9:38) a maioria das versões, inclusive a Almeida, King James e outras resolveram colocar a palavra único como tradução de monoguenês?

A questão chave é esta: Os filhos apresentados nos textos de Lucas eram ou não filhos únicos legítimos (gerados) de seus pais? Cremos que sim! Foi por este motivo que Lucas colocou monoguenês ali.

Existe uma grande diferença entre as palavras único e unigênito. São palavras parecidas, mas uma não exprime exatamente o que a outra significa. Posso provar isso com uma simples ilustração.

João e Maria são casados, mas não podem gerar filhos. Resolvem adotar um bebê, um menino chamado Samuel. Pergunto:

1. Samuel é o ÚNICO filho de Maria e João? Sim! Você me dirá. E eu digo que você está correto.

2. Samuel é o seu unigênito? Não! Pois não foi GERADO pelo casal. Entendeu a questão? Diríamos, portanto: Todo unigênito é único, mas nem todo único é unigênito. É simples como 2 + 2 são 4.

Filho unigênito segundo a Bíblia é o único filho gerado pelo casal. Filhos adotivos, embora sejam únicos, não podem ser considerados unigênitos.

Os diversos teólogos trocaram unigênito por único, porque esta última significação dá margem a várias interpretações; pode significar filho adotivo, considerado ou tratado como tal, embora não sendo filho legítimo, gerado.

 

Outras Provas que Cristo é o Unigênito de Deus

Existe outra palavra grega que merece ser considerada aqui. Ela dá força ainda maior ao fato de unigênito ser “único gerado de”. Esta palavra é traduzida em nossa língua frequentemente por “próprio”.

A palavra é “idios” que em português significa “que me pertence, que pertence a, próprio”, é uma palavra preciosa que nos transmite muita luz sobre o assunto. 

Vejamos alguns exemplos:

1. A minha cidade (onde nasci)

 “Todos iam alistar-se, cada um à sua própria (idios) cidade”. Lucas 2:3.

 2. A trave que está no meu olho.

“Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio (idios)?” Lucas 6:41.   

3. O fruto que pertence à árvore.

“Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio (idios) fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas”. Lucas 6:44. 

4. O animal que me pertence (o meu animal)

“E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio (idios) animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele”. Lucas 10:34. 

5. Veio para os que lhe pertencia

“Veio para o que era seu (idios), e os seus (idios) não o receberam”. João 1:11.

6. Pedro era o irmão (natural) de André (se diz meu irmão)

“Ele achou primeiro o seu próprio (idios) irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo)” João 1:41. 

Este texto merece uma apreciação especial. A palavra próprio aqui é utilizada para enfatizar, reforçar o fato de que Pedro era o irmão natural, eram irmãos de sangue, filhos do mesmo pai e mãe. Este fato é muito importante para nós.

Agora veja uma seqüência de versos maravilhosos da Escritura Sagrada que demonstrará claramente que Jesus é de fato o Filho literal (gerado) de Deus, o Pai.

7. Deus é o Pai literal de Jesus

“Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio (idios) Pai, fazendo-se igual a Deus”. João 5:17, 18.

8. Jesus é o próprio Filho de Deus.

“Aquele que não poupou o seu próprio (idios) Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” Romanos 8:32. 

 

Você ainda tem dúvida? Quando dizemos este é meu próprio filho, o que queremos dizer? Que é meu filho legítimo, me pertence, eu o gerei, sou o pai dele. É exatamente isso que Paulo mostra em Romanos.

Que Deus nos deu? Seu próprio Filho, seu unigênito. Este é o valor que você tem para ele. Este foi o grandioso amor de Deus. Não permita que ninguém engane você nesta questão, não importa quantos títulos ou diplomas esta pessoa carregue.

“Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus”. 1 João 4:15 

“Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” 1 João 5:5. 

Deus nos conceda a vida eterna por meio de Filho unigênito! -- Marcelo Gomes.

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