LEVANTA, MATA E COME !

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Até onde devemos obedecer quando as ordens de Deus parecem absurdas?

Perguntemos a Abraão, o amigo de Deus.

O que o levou a oferecer o teu filho, “o teu único filho, Isaque, a quem amas em holocausto”? (Gênesis 22:2).

Resposta de Abraão:

O que você faria em meu lugar? E se o chamado divino (Gênesis 12:1) envolvesse o abandono de sua família? Você partiria sem saber onde se situava o ponto final da jornada (Hebreus 11:8)? Como encarar os vizinhos, os amigos e os colegas de trabalho que até se dispuseram a chamar os psiquiatras de plantão para atestar minha sanidade mental? Como responder aos que me rotulavam de xiíta ou radical?

Saí de Ur sob forte pressão. Deus não aceitava a idolatria de meus parentes (Josué 24:2) e meus familiares não aceitavam a minha partida. Saí, mas tive que trazer a caravana – meu pai e meu sobrinho Ló – que Deus tinha pedido para deixar em Ur. Quando cheguei a Canaã, quase acionei o procon; além de não produzir o leite e o mel prometidos – tive que encarar um período de fome (Gênesis 12:10) – ainda se podia ouvir os gritos de seres humanos que eram sacrificados em altares pagãos. Até me perguntei se a idolatria em Canaã não era maior do que em Ur dos caldeus.

Eu, que tinha pressa para ser abençoado, recebi outro chamado de Deus: desta vez para que sacrificasse o filho da promessa, como os cananeus e Manassés faziam (Levítico 20:1 e 2; II Crônicas 33:6). No trajeto em direção ao Monte Moriá, satanás até que tentou me relembrar o mandamento divino: não matarás. Satanás insinuou que eu estivesse ouvindo vozes ou alucinações auditivas próprias de pacientes psiquiátricos ou que eu já estivesse caducando. Não tive dúvidas de que Deus poderia até mesmo ressuscitá-lo (Hebreus 11:19), caso fosse necessário. Já havia um parecer divino contrário àquela atitude, mas decidi obedecê-lo. Entendi que o mandamento de Deus era um teste específico para mim. Vejam as conseqüências práticas:

GÊNESIS 22:12: Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.

GÊNESIS 22:16 e 17: E disse: Por mim mesmo jurei, diz o SENHOR: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos.

Posso lhes garantir que quando não sonegamos nada a Deus, Ele também não nos nega nenhuma bênção.

Até onde devemos obedecer quando as ordens de Deus parecem absurdas?

Perguntemos a Saul, um inimigo de Deus, e a Samuel, o profeta.

Por que Saul não matou Agague? Por que um profeta de Deus matou o rei dos amalequitas?

Resposta de Saul:

Fui instruído a não poupar a vida de ninguém (I Samuel 15:2 e 3). O mandamento de Deus era claro: mate aos animais e a todos amalequitas, inclusive as crianças de peito e o rei Agague. Eu achei que aquela instrução foi um pouco exagerada e, já estando habituado a racionalizar os mandamentos do Senhor (I Samuel 13:13; 15:9 e 11), fiz o que achava melhor! Separei os melhores animais para o sacrifício ao Senhor, poupei a Agague. Não imaginei que minha obediência parcial fosse provocar tanta repercussão! (I Samuel 15:20 e 21).

Resposta de Samuel:

Saul sempre esteve preocupado com a religião. Ofereceu sacrifício a Deus, quando o sacerdote atrasou o começo do culto; entre os despojos dos amalequitas escolheu animais perfeitos para o sacrifício. Em toda essa atividade religiosa, porém, rejeitou a palavra do Senhor. Deus também o rejeitou, querendo dizer com isto que a obediência aos mandamentos divinos é melhor oferta de gratidão que os sacrifícios oferecidos a Deus.

I SAMUEL 15:22-24: Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei. Então disse Saul a Samuel: Pequei, porquanto tenho transgredido a ordem do SENHOR e as tuas palavras; porque temi ao povo, e dei ouvidos à sua voz.

Eu tive que matar Agague, em cumprimento da palavra do Senhor. Tal atitude é própria de um guerreiro no campo de batalha, mas também é adequada para um profeta que tem prazer em obedecer ao Deus verdadeiro.

I SAMUEL 15:33: Disse, porém, Samuel: Assim como a tua espada desfilhou as mulheres, assim ficará desfilhada a tua mãe entre as mulheres. Então Samuel despedaçou a Agague perante o SENHOR em Gilgal.

Até onde devemos obedecer quando as ordens de Deus parecem absurdas?

Perguntemos a Sansão.

Por que você casou com uma mulher que não comungava de sua fé?

Resposta de sansão:

Eu me envolvi em jugo desigual a pedido de Deus. Fui questionado por tal conduta. Minha família até falou dos predicados das garotas de minha igreja. Quase me excluíram da igreja.

JUÍZES 14:1-4: E desceu Sansão a Timnate; e, vendo em Timnate uma mulher das filhas dos filisteus, subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher. Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos. Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do SENHOR; pois buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel.

Também é verdade que Deus já orientara o povo a não se misturar por meio do casamento com as filhas dos habitantes da terra (Josué 23:6, 7, 12 e 13). Obedeci e, em seguida, desobedeci a Deus e meu nome foi parar na galeria dos heróis da fé, apesar do suicídio (Hebreus 11:32).

Até onde devemos obedecer quando as ordens de Deus parecem absurdas?

Perguntemos a Oséias.

Por que você casou com uma prostituta?

Resposta de Oséias:

Casei com uma prostituta a pedido de Deus. Criei filhos da prostituição. Levei a fama, mas foi o Pai celestial que arranjou a mulher para mim. Minha família também não aprovou.

OSÉIAS 1:2: O princípio da palavra do SENHOR por meio de Oséias. Disse, pois, o SENHOR a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do SENHOR.

O povo de Israel traiu a Deus, e eu é que casei com a prostituta. E tive que recomprá-la num mercado de escravos, mesmo sabendo que a relação sexual ilícita é uma razão alegada por Cristo para se divorciar (Mateus 5:32).

OSÉIAS 3:1: E O SENHOR me disse: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo, contudo adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses, e amem os bolos de uvas. E comprei-a para mim por quinze peças de prata, e um ômer, e meio ômer de cevada.

Não fiquei preocupado com os rótulos, porque confesso que foi um privilégio fazer a vontade de Deus.

Até onde devemos obedecer quando as ordens de Deus parecem absurdas?

Perguntemos a Isaías.

Por que um profeta faz striptease?

Resposta de Isaías:

Não se assustem com o que escrevi.

ISAÍAS 20:2 e 3: Nesse mesmo tempo falou o SENHOR por intermédio de Isaías, filho de Amós, dizendo: Vai, solta o cilício de teus lombos, e descalça os sapatos dos teus pés. E ele assim o fez, indo nu e descalço. Então disse o SENHOR: Assim como o meu servo Isaías andou três anos nu e descalço, por sinal e prodígio sobre o Egito e sobre a Etiópia.

Tenha certeza de que sua leitura está correta. Apesar de não ser um exibicionista, tive que andar nu e descalço durante três anos em cumprimento da vontade divina. As ordenanças divinas não são para serem questionadas, são para serem cumpridas.

Até onde devemos obedecer quando as ordens de Deus parecem absurdas?

Perguntemos a Neemias.

Como promover uma reforma entre o povo de Deus se o preço for muito caro?

Resposta de Neemias:

De fato, promoções lembram preços baratos.

Todavia, o reavivamento e reforma entre os israelitas nos meus dias ficavam caros. O que você faria caso Deus lhe orientasse a não dar o golpe do baú (Neemias 10:30), para que não trabalhasse no dia de descanso e nem no ano sabático (Neemias 10:31), para que pagasse o imposto do templo (Neemias 10:32) e também para que devolvesse as primícias, os primogênitos e o dízimo (Neemias 10:35-39)?

Transfira estes mandamentos divinos para o século vinte e um. A regra é clara: “A César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Lucas 20:25). E o que esta regra exige na prática?

§            César ou o governo exige o pagamento de tributos (Romanos 13:6); ou seja, 27,5% a menos no orçamento.

§            Deus sugere a devolução de dízimos e ofertas voluntárias (Malaquias 3:8-10); ou seja, 10% a menos no orçamento e outro percentual proporcional a sua gratidão.

§            Deus orienta seu povo a parar de trabalhar e produzir no dia de adoração (Êxodo 20:8-11); ou seja, diminui em 16% do tempo disponível para ganhar dinheiro.

Sobram pouco mais de 40% do montante alcançado, e Deus diz só este é o dinheiro abençoado. Talvez seja esta a razão porque muitos crentes – salvos pela graça é bem verdade – sonegam impostos ou retém os dízimos sem temer a malha fina ou os gafanhotos destruidores de riquezas.

Até onde devemos obedecer quando as ordens de Deus parecem absurdas?

Perguntemos a Pedro.

Porque você não comeu carne imunda, se Cristo já havia abolido essa regra mosaica?

Resposta de Pedro:

ATOS 10:10-15: E tendo fome, quis comer; e, enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos, e viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra. No qual havia de todos os animais quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda. E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou.

Quando Deus me ordenou que comesse animais imundos durante uma visão, eu fiquei na dúvida. Fui ensinado a não experimentar alimentos imundos (Levítico 11 e Deuteronômio 14:3-21).

Diferente do que muitos propagam no século XXI, essas leis de saúde foram prescritas não por Moisés, mas por Deus. Moisés apenas retransmitiu o que ouviu do Senhor. Daí, o meu zelo pelo mandamento do Senhor. Querem conferir?

LEVÍTICO 11:1 e 2: E falou o Senhor a Moisés e a Arão, dizendo-lhes: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Estes são os animais, que comereis dentre todos os animais que há sobre a terra.

MALAQUIAS 4:4: Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.

Quem inventou essa história de que as leis de saúde foram leis redigidas por Moisés? Provavelmente alguém que não simpatizava com tais orientações restritivas. O que muitos nem sabem é que essa divisão entre animais limpos e imundos é mencionada pela primeira vez, nos dias de Noé, muito tempo antes da existência dos judeus.

GÊNESIS 7:1 e 2: Depois disse o Senhor a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque tenho visto que és justo diante de mim nesta geração. De todos os animais limpos tomarás para ti sete e sete, o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea.

GÊNESIS 7:7 e 8: Noé entrou na arca, e com ele seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos, por causa das águas do dilúvio. Dos animais limpos e dos animais que não são limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra.

Perceberam como a separação entre animais limpos e imundos é anterior ao dilúvio?

Ainda no Velho Testamento, o profeta Ezequiel se declarou incontaminado.

EZEQUIEL 4:14: Então disse eu: Ah! Senhor DEUS! Eis que a minha alma não foi contaminada, pois desde a minha mocidade até agora, nunca comi daquilo que morrer de si mesmo, ou que é despedaçado por feras; nem carne abominável entrou na minha boca.

Será que todas as carnes são boas para o consumo? Jesus “considerou puros todos os alimentos” (Marcos 7:19)? Se até a vigilância sanitária concorda que existe um prazo de validade para os alimentos, o que Jesus quis dizer com a frase: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar” (Marcos 7:15)? Você teria coragem de oferecer aos filhos iogurtes com data de validade vencida? Daria para a sua família alimentos contaminados pela urina dos ratos? Basta orar para que toda leptospirose vá embora? O que dizer daquele caldo de cana que infectou turistas no litoral catarinense? Certamente todos os crentes que oraram antes de tomá-lo ficaram imunizados da doença de Chagas, diriam alguns. Nem vou comentar o problema da febre aftosa ou da vaca louca. Em 1982, na cidade de Chicago, sete pessoas tomaram comprimidos pensando que se tratava do analgésico tylenol, mas era arsênico e morreram. O remédio era falso e contaminou pela boca!

Pergunto: Essa interpretação ao pé da letra de que nada que entra pela boca pode nos contaminar é falsa.

Eu, Pedro, apesar de não ter um cérebro privilegiado, tive o privilégio de conviver com Jesus durante três anos e meio, e mesmo depois daquela instrução continuei sem comer alimentos imundos. Apesar de pescador, sempre fui apegado à verdade.

O que está em discussão em Mateus 15:1-20?

Verso 2: Os discípulos estavam transgredindo as tradições dos anciãos – comiam sem lavar as mãos.

Verso 3-5: Os escribas e fariseus estavam transgredindo os mandamentos de Deus, por causa da tradição dos anciãos – não honravam pai e mãe.

Versos 6 e 8: Conclusão de Cristo: E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.

Perceberam como a palavra que sai da boca de deus – o mandamento de deus – estava sendo menosprezada por causa da palavra que sai da boca do homem – a tradição dos anciãos?  Também é verdade, que nem todas as tradições são ruins. Orar com os olhos fechados, por exemplo, evita distrações na hora da adoração. Mas onde está o verso da bíblia que ratifica esse princípio? Lavar as mãos antes de se alimentar é um bom princípio da medicina baseada em evidências.

Querem ouvir a opinião de um médico? Ouçam o Dr. Celso Eduardo Olivier – médico e presbítero da IPB

[http://www.docsystems.med.br/O%20mediador/O%20mediador.htm]:

O assunto em questão não era nenhuma verdade espiritual, profecia ou revelação de Deus, mas o fato é que os fariseus e escribas estavam a atormentar o Mestre, com uma regra de Higiene, que a tradição oral colocava em pé de igualdade com a Escritura. Como médico não posso ignorar que lavar as mãos antes das refeições seja um hábito salutar, mas esta não é uma questão espiritual. Também não faz parte dos dez mandamentos dados a Moisés, mas, é muito mais fácil lavar as mãos do que obedecer os dez mandamentos. É mais fácil seguir a tradição oral, consensualmente elaborada por homens, do que ser fiel e obediente à vera Palavra de Deus. Quando Jesus diz que "não é o que entra pela boca o que contamina o homem" não estava Ele a referir-se ao homem material, mas ao homem espiritual. Não tratava Ele da saúde física, mas da saúde da alma. Afinal hoje sabemos, não por tradição, mas por ciência, que diversas doenças infecciosas e parasitárias são realmente transmitidas através da contaminação oral. Também não devemos cair no extremo de afirmar que não se adquirem doenças contagiosas pela ingestão de água ou alimentos contaminados, apenas porque isto foi dito por Jesus. O Mestre deixa claro no transcorrer do texto, que estava a referir-se à contaminação espiritual e não física. Aliás, era idéia corrente dos judeus que as doenças eram conseqüência direta do pecado e provavelmente não distinguiam claramente entre a saúde da alma e saúde do corpo. Justamente por não distinguirem estas questões, Jesus os chama de "cegos, guias de cegos". "Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias." A alma (coração) contamina-se através da palavra (elaboração verbal do sentimento), pois é o pensamento (palavra às vezes dita e às vezes não dita) que elabora lingüisticamente o pecado e torna possível a sua realidade. Não pensar e não falar no pecado é a melhor maneira de não nos contaminarmos com ele, e é exatamente isto que nos afirma Jesus ao dizer: "o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem." Mantenha sua boca e sua mente longe do pecado, e seu coração não se contaminará com ele. Como é fácil lavar as mãos, mas como é difícil manter puro e descontaminado o coração!”.

Tiago concorda com esse médico.

TIAGO 3:6: A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.

Jesus não estava se referindo a vírus, bactérias e fungos que podem contaminar o homem. O agente contaminador aqui é a língua, especialmente, quando a palavra que sai da boca de deus – o mandamento de deus – é menosprezada por causa de uma mentira; isto é, a palavra que sai da boca do homem – a tradição dos anciãos.

Os fariseus se escandalizaram (Mateus 15:12). Eu, a princípio, também não entendi (Mateus 15:15). E quando não se entende a verdade semeada, o diabo vem e arranca a semente da verdade semeada no coração (Mateus 13:19). No século vinte e um, muitos que não entendem essa palavra que sai da boca de deus substituíram-na por outra tradição criada pelos homens: Tudo é alimento, e tudo pode ser ingerido! Basta fazer uma oração.

Foi para remover as nossas dúvidas que tive a visão do lençol de animais limpos e imundos (Atos 10:10-16). Eu estava com fome e a visão celestial me mostrou as carnes mais exóticas disponíveis no mercado – JAVALI, AVESTRUZ, LEITÃOZINHO CAIPIRA, E ETC.

ATOS 10:13 e 14: E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda.

Eu, Pedro, pensava com a língua e respondi incontinenti: nunca comi coisa alguma comum e imunda. Até então, nunca ouvi da boca de Jesus que essa lei fora abolida. Fiquei estarrecido! Minutos depois, porém, após ouvir a voz pela terceira vez, comecei a refletir no significado daquelas palavras, daquela visão (Atos 10:17 e 19). E pelo desenrolar da história vocês podem perceber qual é o significado da visão. Eu continuei sem comer alimentos imundos, mas decidi romper com as tradições dos judeus e me associei com pessoas que antes eu as considerava imundas.

ATOS 10:28 e 29: E disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo. Por isso, sendo chamado, vim sem contradizer. Pergunto, pois, por que razão mandastes chamar-me?

O evangelho não podia ficar paralisado por causa de uma mentira, de uma tradição. Por isso obedeci sem contradizer. Não obedeci comendo as carnes imundas, obedeci indo até Cesaréia – à casa daquele a quem eu considerava imundo.

ATOS 10:34 e 35: E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo.

Vocês acham que eu fiquei curado daquela tradição arraigada? Paulo ainda teve que me corrigir, porque temia os tradicionalistas.

GÁLATAS 2:11-14: E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?

Sem comentários.

João Marques.

Veja também:

Curas sabáticas

Teologia das multidões

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