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RESTAURANDO NOSSA IDENTIDADE “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (Atos 17:11 RA) A palavra de nosso Deus destaca grande importância ao nome, inclusive, em alguns casos a mudança do nome identifica uma nova fase na vida da pessoa, tanto no Velho quanto no Novo Testamento esta realidade é sobejamente encontrada. Segundo a compreensão de alguns teólogos, o critério bíblico para a escolha do nome de uma pessoa estava intrinsecamente ligado ao provável caráter visualizado nas primeiras manifestações do individuo, e o exemplo clássico desta observação verifica-se no caso de Jacó, o qual logo no nascimento manifestava uma atitude de usurpador Cremos que este foi o motivo pelo qual os seguidores de Jesus foram pela primeira vez chamados de cristãos, uma vez que demonstravam em atitudes praticas os mesmos caracteres vivenciados por seu Mestre (Atos 11:26 RA) È interessante que em nossos dias verificamos que nossas instituições religiosas, conscientes ou inconscientes, têm escolhido os nomes de forma a incorporar uma verdade de destaque em sua compreensão teológica, criando-se, de certa forma, uma identidade própria. Podemos imaginar que muitas vezes as verdades que se pretendem destacar na escolha de um nome denominacional traz dificuldades quanto ao consenso das preferências dos membros de determinado grupo. Por outro lado mesmo que a escolha seja por unanimidade e teologicamente correta, isto é, o nome retrata historicamente a verdade presente vivenciada pelos membros de determinado grupo, ainda assim, corre-se o risco de no futuro ocorrer uma apostasia, e não mais representarem aquelas verdades destacadas no nome. Pelo pouco que sabemos, no caso da IASD, a escolha do nome teve como objetivo destacar duas verdades, as quais para os pioneiros apresentava grande importância na divulgação de sua identidade denominacional, isto é: o advento de Jesus, e a validade da lei de Deus, inclusive o Sétimo Dia. Hoje podemos considerar que apesar de uma boa escolha havia algumas importantes verdades que faziam parte da identidade dos ASD, as quais não foram contempladas no nome, talvez por falta de consenso ou por dificuldade na escolha de um nome que pudesse abrange-las. A historia da IASD nos mostra que uma mudança na crença de um povo fica muito mais fácil de ocorrer quando tal mudança se opera em doutrinas que não são identificadas no nome denominacional, tendo em vista que tal alteração não exige mudança no nome da instituição. Não podemos generalizar e afirmar que os ASD apostataram, mas uma coisa é clara, houve uma mudança em uma verdade que fazia parte da identidade do povo do advento, ou seja: A crença em um único Deus e em Seu Unigênito, Jesus Cristo. Compete aos remanescentes fieis da IASD a tarefa de restauração de sua identidade e cremos que isto não passa necessariamente por uma mudança radical no nome denominacional, tendo em vista que continuamos todos sendo ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA, uma vez que cremos no breve retorno de Jesus, assim como cremos na vigência da Lei Divina inclusive o Sétimo Dia. Considerando estas coisas de forma equilibrada, particularmente, acho que os grupos dos fieis remanescente da IASD devem adotar o nome denominacional de: ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA Ministério Bereano, tendo em vista que continuamos atentos a Palavra de Deus única salvaguarda das investidas para mudanças em nossa crença. Heráclito Fernandes da Mota |