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Vaticano pede uma “autoridade pública global” e um “banco
central mundial”
24.10.2011 - 13:42 Por Ana Rita Faria

Instituição liderada por Bento XVI apela à criação de uma
autoridade global
(REUTERS/Max Rossi )
O Vaticano apelou hoje à criação de uma “autoridade pública
global” e um “banco central mundial” para regular as
instituições financeiras e impedir uma nova crise internacional.
Num comunicado citado pela agência Reuters, o Vaticano começa
por dizer que “a crise económica e financeira pela qual o mundo
está a passar exige que todos examinem em profundidade os
princípios e os valores culturais e morais que estão na base na
coexistência social”.
A instituição que representa a Igreja Católica condena aquilo
que chama a “idolatria do mercado” e o “pensamento neo-liberal”
que colocaram o mundo na rota da crise. Para tentar evitar uma
nova turbulência na economia mundial, o Vaticano considera
essencial a criação de uma “autoridade supranacional” de âmbito
mundial e com jurisdição universal para orientar as decisões e
políticas económicas.
De acordo com a instituição, uma autoridade deste género deveria
começar tendo como ponto de referência as Nações Unidas e, mais
tarde, tornar-se-ia independente.
Além disso, o Vaticano considera que é necessário um banco
central mundial, visto que, “em termos económicos e financeiros,
as maiores dificuldades vieram da falta de um conjunto efectivo
de estruturas que pudessem garantir, a par de um sistema de
governança, um sistema de governo para o sistema financeiro e
económico internacional”.
Para a instituição, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já não
tem o poder ou a capacidade de estabilizar o mundo financeiro,
pelo que é necessário “um banco central mundial, que regule o
fluxo e o sistema de trocas monetárias semelhante aos dos bancos
centrais nacionais”.

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