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 "E Jesus disse ainda: -Eu digo isso para que vocês
não abandonem a sua fé. Vocês serão
expulsos das sinagogas, e chegará o tempo em que qualquer
um que os matar pensará que está fazendo a vontade de Deus. Eles
vão fazer essas coisas porque não conhecem nem o Pai nem a mim.
Mas eu digo isso para que, quando essas coisas acontecerem, vocês
lembrem que eu já os tinha avisado..." João
16:1- 4; BLH.
O Ministério Adventista Bereano
surgiu no inicio de 2002, formado por um pequeno grupo de cristãos,
tendo dentre eles, alguns irmãos que foram excluídos da igreja
adventista do sétimo dia, por causa da doutrina trinitariana que históricamente
foi elaborada nos concílios da ICAR (Igreja Católica Apostóloca Romana) e imposta a toda cristandade pela força e poder do Estado.
Resumindo nossa história podemos dizer
que depois de estudar por quase dois anos sobre esta doutrina e
os fundamentos da mesma, o irmão Milton Figueiredo, um dos
lideres (Ancião) da IASD no distrito de São Gonçalo/RJ,
tentou discutir o assunto com os demais lideres e pastores da sua congregação
denominacional, que na época, não deram importância a seus
questionamentos. Este lideres da IASD evitaram qualquer
análise da questão por motivos ate agora não justificados, o
que de certa forma, levantam até hoje, lamentáveis suspeitas
por causa do grau de comprometimento financeiro desses
lideres com a instituição.
Veja abaixo o testemunho pessoal do irmão Milton relatando
os fatos que motivaram a criação do Ministério Adventista
Bereano.
Segue meu testemunho pessoal, sobre o descaso
da liderança da IASD para com aqueles que ousam contestá-la
sobre qualquer aspecto.
Dois anos de sofrimento que enfrentei na minha longa
caminhada em busca da verdade sobre Deus, desde que percebi
pela leitura bíblica, que havia algo de errado com o que eu
aprendera sobre a Trindade até aquele momento.
Percebi, certamente que pelo
Espírito, algumas “contradições” sobre a doutrina da
trindade, em alguns versos que me despertaram a atenção para
este erro doutrinário. Passei a fazer uma investigação
minuciosa o que me levou inicialmente a um conflito interior
muito grande, que quase me fez perder a fé e a esperança de
salvação.
Por um lado, não podia
acreditar que por mais de vinte anos da minha vida, eu
estivesse plenamente convicto de ter conhecido toda a
verdade e conseqüentemente estar fazendo parte da verdadeira
igreja de Deus na Terra, e agora, ver que ainda assim eu
poderia estar totalmente perdido, por acreditar em algo que
me fora ensinado de maneira errada.
E por outro lado, comecei a
perceber que o erro era meu mesmo por ter permitido que
minha vida fosse totalmente dirigida e manipulada por homens
iguais a mim e que, portanto, poderiam estar tão errados
quanto eu.
Assim Diz o Senhor
Minha primeira atitude, logo
que surgiu a dúvida acerca da pessoa do Espírito Santo, foi
procurar um irmão que eu acredito ter grande conhecimento
teológico e profunda relação com Deus. Procurei o irmão
Lourenço Gonzalez, proprietário da editora ADOS, responsável
pela edição de boa parte dos materiais da União e Associação
Rio e autor de vários livros dos quais o mais conhecido é o
Assim Diz o Senhor.
Quando lhe falei da minha
dúvida sobre o Espírito, sua primeira reação foi a de
ignorar. Creio que ele imaginou que eu estivesse brincando
talvez. Hoje, uma de suas preocupações é a de defender o bom
nome e a fé da IASD, escrevendo artigos e folhetos que
possam contestar o que eu futuramente possa levar ao
conhecimento dos demais irmãos.
A cada texto e passagem
examinada juntamente com algumas citações do Espírito de
profecia mais confuso eu ficava acerca do assunto e mais
angustiado por uma resposta clara que trouxesse paz ao meu
coração. Foram dois anos de estudos incansáveis, muitas
vigílias noites adentro, muitos e muitos dias de jejuns e
incontáveis horas de orações.
Com a ajuda do adventistas.com
e do adventistas.net, comecei a esclarecer algumas duvidas.
Um dia resolvi escrever para o adventistas.com solicitando
um debate sobre esse tema e o Robson publicou com o seguinte
titulo
“Trindade assunto muito sério”.
Desde então, vi que a minha
duvida também era a duvida de muitos outros. Continuei
pesquisando e ficando cada vez mais convicto da não
existência de uma trindade.
Adeus, ancionato
Quando minha esposa percebeu a
seriedade do problema, contatou um pastor muito amigo, que
teve uma participação marcante como um instrumento de Deus
para me levar a ter um verdadeiro encontro com Cristo.
Infelizmente, ele atua em outra Associação e, por telefone,
tentou me esclarecer o assunto usando os mesmos argumentos
que eu já conhecia quando fui doutrinado pela igreja sobre
este assunto e, apesar da boa vontade, em nada me ajudou
quanto a esclarecer o assunto.
Por conta própria, ele pediu
para que um outro pastor também muito amigo desde a infância,
que crescera junto comigo na mesma igreja, tentasse me
auxiliar. Este pastor esteve em minha residência e, ao final
de nossa conversa, disse que somente uma pessoa mais bem
preparada neste assunto poderia me ajudar e que ele nada
mais poderia fazer, pois estariam viajando para outro estado,
etc.
De alguma forma, outras
pessoas foram tomando conhecimento de que eu já não cria na
doutrina da trindade. Desse momento em diante, houve uma
mudança de atitude em meus irmãos que antes demonstravam um
grande amor e apreço por mim. Antes, porém, quando chegou o
período de eleições para os cargos de liderança da igreja,
meu nome foi votado para continuar no ancionato da igreja
pelo quarto ano consecutivo. Eu já era ancião ordenado por
dois anos e cantava no coral e quarteto locais há mais de 15
anos.
Deixei o ancionato antes que a
igreja me proibisse de atuar, o que ocorreu logo mais
adiante com as outras atividades, como por exemplo a do
quarteto em que cantava. Em uma bela manhã de sábado, o
grupo em que eu cantava estava escalado para fazer a parte
musical e, após ter cantado a primeira música, um dos demais
anciãos pediu-me para que eu não mais cantasse até que a
igreja tomasse uma decisão sobre o meu caso.
Apostila emprestada
As coisas pioraram a partir do
momento em que o pastor local (Geovane Feliz) entrou no
circuito para tentar resolver o problema. Primeiro ele foi a
minha casa supostamente para uma visita a família. Lá, ele
ficou sabendo acerca do que eu pensava sobre o assunto. Dei-lhe
todo material que eu havia estudado e pedi explicações.
Após alguns meses, ele então
se reuniu comigo e mais um ancião e apresentou-me uma
apostila que ele confessou ter solicitado a um colega de
ministério para tentar esclarecer minhas dúvidas. Começamos
a discutir o assunto, apenas ele e eu, sem a interferência
do outro ancião que apenas observava e, ao final, não se
chegou a conclusão alguma.
Alguns irmãos começaram a me
inquirir sobre o assunto, então a atitude do pastor foi a de
pregar em minha igreja sobre a trindade, tentando defendê-la
a todo custo. Ele começou o sermão, dizendo as seguintes
palavras segundo posso me lembrar:
“Antigamente
irmãos, quando alguém se levantava contra a igreja e o que
ela ensina, a pessoa não ficava na igreja. Hoje, aqueles que
estão se levantando contra a igreja, permanecem dentro da
igreja e isto é muito pior”.
Falou então dos ataques que a igreja vem sofrendo via
Internet e dos muitos sites que estão atacando a igreja "para
destruí-la", mas que Deus iria conduzi-la até o porto seguro,
etc, etc, etc. Foram mais ou menos essas palavras.
Depois de mais alguns mal
entendidos, finalmente ele resolveu levar-me para uma
reunião da mesa administrativa na Associação.
Sinal de Deus
Antes porém, enquanto ainda
existiam algumas duvidas em meu coração, supliquei a Deus
que me revelasse por meio de algum sinal se eu estava
correto ou não na forma como estava entendendo o assunto.
Resolvi fazer prova do Senhor,
então liguei para o irmão Lourenço Gonzalez e fiz a seguinte
proposta: "Irmão Lourenço, o irmão acredita que Deus
responda por meio de sinais como no passado?" "Sim", ele
disse. Então disse a ele que eu também acreditava. Aí,
disse-lhe: "Irmão Lourenço, por favor reúna sete irmãos, que
sejam considerados homens de fé juntamente comigo e peçamos
um sinal a Deus. Escreva a palavra “verdadeiro” em seis
papéis e em um papel escreva a palavra “falso”. Pois eu digo
que a trindade é um Deus falso e o irmão e a Igreja (IASD)
diz ser verdadeiro, então deixemos que Deus diga quem está
dizendo a verdade. Okay?"
Ele ficou mudo por uns
segundos, como se do outro lado da linha estivesse pensando
o que dizer e então disse: "Eu vou consultar a Deus e depois
lhe respondo." Então eu disse: "Okay! Aguardo sua resposta."
Depois de três semanas, eu o
procurei novamente, pois tive a impressão de que ele evitava
falar comigo sobre o assunto. Perguntei então: E aí, Lolo
(forma carinhosa como é chamado pelos amigos)? Quando é que
vamos nos reunir? Ele então me respondeu o seguinte: "O que
você está querendo é o mesmo que tentar a Deus. E a Bíblia
diz para não tentarmos a Deus."
Disselhe que não era nada
disso e que a Bíblia me dava condições para fazer aquela
proposta, pois havia registro bíblico onde tanto no Velho
como no Novo Testamento lançava-se sorte para se definir uma
tomada de decisão como foi no caso da escolha do substituto
de Judas Iscariotes.
Posteriormente, ele me
escreveu uma carta tentando esclarecer melhor sua posição,
carta que eu tenho guardado comigo até hoje. Mesmo sendo sua
resposta negativa, pareceu-me ser um sinal positivo de Deus
ao meu coração, indicando que, no mínimo, eu andava pelo
caminho da justiça.
Resposta divina
Não satisfeito, a exemplo de
Gideão, implorei pela misericórdia divina e por mais algum
sinal, para confirmar se estava certo ou errado quanto a
doutrina da trindade. Enquanto ainda fazia parte da direção
de música da minha igreja e ainda não havia sido proibido
pela autoridade pastoral (quase papal?) de exercer qualquer
atividade da igreja, fui convidado em um belo sábado à tarde,
para uma reunião onde seriam definidos os novos hinos para
doxologia de nossa igreja.
Havia seis pessoas do
departamento de música presentes e, ao entrar na sala onde
estavam realizando a reunião, fiquei sendo o sétimo e último
integrante do grupo. A proposta era para mudar os hinos da
doxologia que até o presente momento eram hinos
trinitarianos. Oramos pedindo a Deus que nos ajudasse nas
escolhas dos novos hinos e enquanto orava, no meu íntimo
senti uma voz falando: “Fazei prova de Mim”.
Então, sem revelar aos outros,
supliquei a Deus que se a doutrina da trindade fosse uma
mentira que Ele não permitisse que nenhum hino trinitariano
fizesse parte da doxologia.
Perguntei quais eram os hinos
selecionados e fiquei decepcionado depois de perceber que
três hinos somente não eram trinitarianos. Todos os demais,
em maioria eram hinos trinitarianos. Votamos os três hinos.
Um para entrada dos componentes, outro para após a oração de
joelhos dos membros da plataforma e, por último, o hino após
a oração inicial de joelhos com a congregação. Para minha
surpresa, nenhum dos hinos votados e aprovados era
trinitariano.
Um dos integrantes da reunião
não muito satisfeito com a votação do último hino, alegando
que houve certa indecisão por parte de algumas pessoas que
haviam votado pois os votos eram verbais, solicitou uma nova
votação. Mesmo assim, o hino que já havia sido aprovado foi
aprovado mais uma vez, encerrando a questão.
Depois de algum tempo,
perguntei a diretor de musica da igreja porque os hinos
ainda não estavam sendo cantados na doxologia. Ele me disse
que o pastor vetou porque iria padronizar a doxologia em
todo o distrito. Mais tarde, para minha surpresa, mais uma
vez, por incrível que pareça, a doxologia em todo distrito
não era mais trinitariana, pelo menos até agora, pelo que
sei.
Amin Rodor e "uns idiotas"
A fim de me ajudar a desfazer
toda e qualquer dúvida, minha esposa entrou em contato com
um dos professores do novo IAE, conhecedor do hebraico e
doutorado pela universidade católica do Rio, a PUC, o Pr.
Oséias Moura.
Fui do Rio para S. Paulo na
esperança de que toda dúvida fosse definitivamente
esclarecida. Fiquei em uma sexta feira, do horário do pôr-do-sol
até as 23h mais ou menos, estudando com o pastor Oséias, que
se esmerava para me fazer entender o significado da palavra
hebraica “echad” (um) relatado em Deut.6:4, e para me
explicar sobre as duas trindades,
a trindade imanente e a trindade econômica. Dois
termos técnicos, segundo ele, utilizados para explicar a
situação da subordinação de Cristo ao Pai.
Sábado pela manhã, um amigo
que está finalizando seu curso teológico e que me acolheu
muito bem em sua casa durante o tempo em que estive com o
pastor Oséias, levou-me para a igreja do IAE. Assistimos a
Escola Sabatina e ouvimos o Pr. Amim Rodor, considerado
doutor em divindade, no culto divino.
Ele falou sobre a divindade de
Cristo e enfatizou o fato de Cristo ter aceito ser adorado
como Deus, querendo afirmar com isso que Cristo era portanto
igual ao Pai. Suas palavras foram de fato muito persuasivas,
o que gerou em mim um conflito muito maior, uma vez que estava
quase convicto da não existência de uma trindade.
Ao final do culto, meu amigo
apresentou-me ao Pr. Amim e disse que eu viera do Rio para
esclarecer algumas dúvidas sobre a trindade. O pastor olhou
para mim e disse: “Eu
estou sabendo que surgiram uns idiotas lá no Rio que
acham que descobriram uma nova luz. Eu estou indo para um
evento que haverá lá para esclarecer estas duvidas.” Ele não
sabia que um dos idiotas estava na sua frente e era eu.
Ainda tive coragem para lhe
solicitar que me desse uma cópia de seu sermão. Ele me disse
que o que ele tinha em mãos era apenas um esboço ou rascunho
e que posteriormente me mandaria se eu lhe desse meu
endereço. Dei a ele meu endereço e também meu E-mail e estou
aguardando até agora.
Depois disto, ainda conversei
um pouco mais com o Pr. Oséias, que diferentemente foi muito
atencioso comigo e em nenhum momento se mostrou um arrogante,
alguém a quem ainda admiro e respeito, apesar de,
infelizmente ainda continuar crendo nesta heresia. Mas eu
continuo orando por ele e sua família.
Liberto das dúvidas
No domingo, despedi-me de
todos e regressei para minha casa. Durante a viagem do
ônibus ao aeroporto, comecei a chorar e a inquirir a Deus:
Por quê? Por quê? Por que ao invés de esclarecer eu voltava
com mais dúvida, pois se Cristo aceitou adoração então era
Deus e, se era Deus, então como poderia existir somente um
único Deus?
Comecei a ler a Bíblia e, logo que comecei a ler, uma
enxurrada de pensamentos veio a minha mente: O que é
adoração para você? Você, Milton, sabe o verdadeiro
significado da adoração? Então comecei a lembrar de varias
passagens da Bíblia que falam sobre a adoração e, ao
analisá-las, fiquei maravilhado com o que Deus estava, de
fato, revelando.
Estes foram os textos que me vieram a mente no momento em
que eu inquiria a Deus sobre a adoração. Gen. 4:1-7: Deus
aceitou a oferta de Abel e rejeitou a de Caim,
principio da adoração, “obediência”.
I Sam.15:22: Deus rejeitou a Saul e disse pelo profeta
Samuel: “O que é que o Senhor Deus prefere? Obediência ou
ofertas de sacrifícios? É
melhor obedecer a Deus do que oferecer-lhe em sacrifício as
melhores ovelhas.” (BLH) Mat.7:21-23, Jesus diz
claramente: "Nem todo o que me diz Senhor, Senhor, entrará
no reino dos céus, mas
aquele que faz a vontade
de meu Pai que está nos céus.” João 16:2-3,
Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que
todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus.
Isto farão porque não
conhecem o Pai, nem a mim.
Muitos ainda pensam que adorar é estritamente
cantar hinos, ajoelhar-se, orar e ir a igreja para ouvir a
palavra de Deus. Mas Deus “me disse” que nada disso tem o
menor valor se não for feito com entendimento em estrita
obediência a toda Sua vontade.
Perguntei-me
então sobre: Qual seria a verdadeira vontade de Deus? Novos
textos foram surgindo em minha mente, tais como Êxodo
23:1-2; Sal. 2:7 e 12; Luc.9:35; João 5:22-23; João 14:23-24
e Heb. 1:5-6.
Assim, ficou
muito claro para mim, que a vontade de Deus, é que façamos a
vontade de seu Filho, e que a Ele obedeçamos e agrademos e
que, quando assim procedemos, na verdade estamos agradando e
honrando e adorando a Deus, o Pai.
Mais textos bíblicos
Essa verdade ficou ainda mais evidente quando
me deparei com o texto de Apocalipse 13:4. Todos adoraram ao
dragão porque deu a sua autoridade a besta e também todos
adoraram a besta. É evidente que Satanás é adorado quando
obedecemos as imposições e dogmas e leis do papado e, desta
forma, o próprio papado também é adorado.
(Não
nos esqueçamos de que o principio da verdadeira adoração é a
obediência!)
Assim, da mesma forma, o Pai é adorado por
meio de nossa obediência a Cristo.
Deus deu a Cristo toda autoridade no céu e na
terra, tornando-o digno de adoração, ou seja, de ser
obedecido também. Como eu fiquei feliz em saber que, ao
servir a Cristo, ao amá-lo, respeitá-lo, imitá-lo e adorá-lo,
na verdade eu estava fazendo e dedicando tudo isso ao Pai.
Vocês se lembram das palavras de Jesus? “Em
verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes
meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”
Isto tem o mesmo sentido e significado em relação ao Pai.
Damos sempre glórias a Deus por meio de Cristo. Conforme I
Ped. 4:11; I Ped.2:5; Rom.16:27; etc.
Também me lembrei das seguintes palavras de
Jesus: “Eu
sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o
Pai a não ser por mim”.
(João 14:6, BLH.) Fiquei maravilhado pelo entendimento que
agora possuía, chorei ainda mais, porém agora, de alegria e
de felicidade. Finalmente fui liberto!
Declaração de fé
Um amigo da mesma igreja que freqüentava foi
abordado por outro dos anciãos, que lhe solicitou que
estudasse o assunto para me ajudar. Este amigo realmente foi
quem me ajudou e muito, pois depois que ele também pesquisou
o assunto por conta própria, viu que eu tinha razão e, por
ser conhecedor da língua inglesa, teve acesso a muito
material não divulgado, nem traduzido para nosso idioma.
Ele me ajudou a entender melhor o que é o
Espírito Santo e juntos fizemos uma
declaração sobre nossa fé em um único Deus e na pessoa de
seu Filho Jesus. Esta declaração ficou mais de seis
meses com os pastores da Associação Rio e até agora estamos
aguardando uma resposta que seja convincente.
Durante a reunião com os pastores Schumann,
Otoniel, Carlos Palma, Aroldo, Geovane, Sant’ Clair e mais
um, cujo nome já não me lembro, e na presença dos anciões
Rick Castro, Afonso Gonzalez e Lourenço Gonzalez, eu, meu
amigo e minha esposa, que também estava presente, fizemos um
acordo final de que não faríamos mais nenhuma reunião, nem
divulgaríamos nenhum material ou pregaríamos sobre o assunto
e o mesmo faria a igreja, até que houvesse um desfecho do
caso, após a resposta da Associação ao material que
apresentaríamos.
Se após a resposta que até o presente momento
não recebemos continuássemos com o nosso ponto de vista
sobre o assunto então, a igreja tomaria sua posição. Aliás,
se alguém puder nos informar o que a igreja pode fazer em
relação a nós neste caso nos ajudaria e muito. Pergunto
apenas para estarmos melhor preparados quando a ocasião
chegar.
Mantivemos o acordo, porém ,a igreja não. Foi
muito interessante o que ocorreu com meus queridos irmãos.
Muitos começaram a louvar o Espírito Santo sempre que
estávamos presentes, outros a orar ao Espírito Santo, alguns
oravam a Jesus em nome de Jesus, etc.
A gota d'água
A igreja continuou a abordar o assunto e o
pastor Geovane, aproveitando a oportunidade em que um desses
doutores em divindade também estaria na campal promovida
pela ARJ, Amim Rodor, o mesmo que me chamou de idiota sem
saber, convidou-o para pregar num domingo em minha igreja,
sobre a trindade.
Quando soube, perguntei-lhes pelo acordo que
havíamos feito na mesa da Associação, mas fui informado que
isto já estava programado Há muito tempo. Um dos irmãos fez
uma enorme e empolgante propaganda do pastor e do assunto
que ele traria no domingo para a igreja. O assunto seria a
trindade.
Foi a gota d’água para mim, pois, além disso,
aos meus ouvidos chegavam todo tipo de boatos e mentiras a
meu respeito: "O Milton é o líder no Rio de uma nova seita
que surgiu em Brasília, o Milton anda dizendo que o Espírito
Santo não existe, o Milton está muito doente, o Milton esta
com o diabo no corpo..."
No mesmo dia, ou seja, no sábado à tarde, eu,
minha esposa e meu amigo fomos até a Campal, para entregar a
apostila, contendo a nossa declaração de fé sobre a nossa
crença em um único Deus e não em um deus triúno, como os
pastores nos haviam solicitado na reunião. Aproveitamos a
oportunidade para questionar os pastores sobre porque a
igreja não estava respeitando nosso acordo.
Falamos com o pastor Gustavo e o pastor
Otoniel, que nos informaram não estar sabendo de nada do que
estava acontecendo e que falariam com o pastor Geovane sobre
o assunto, o que de fato aconteceu, pois o pastor anunciado
esteve em nossa igreja, porém não pregou sobre a trindade,
provavelmente por ter sido advertido pela direção da
Associação Rio, a qual acredito que realmente não estava
sabendo de todas as coisas que vinham ocorrendo.
Visitas proibidas
Depois de algum tempo, alguns irmãos
corajosos vieram me visitar e um deles me confessou que
muitos outros também desejavam vir, mas ficaram com medo. Um
deles até perguntou se não seria necessário falar com a
direção da igreja antes de me visitar, pois
o pastor Geovane, em uma
reunião em que eu estava presente foi capaz de dizer para
meus queridos irmãos, que se alguém fosse me visitar e
estudar comigo estaria colocando a sua salvação em risco.
Eu e minha família já não tínhamos mais
condição de freqüentar como antes a amada igreja adventista
do Barreto e passamos a freqüentar então uma outra igreja
adventista, até mais próxima de minha casa. Mas novamente o
pastor fez a mesma reunião que fizera em minha igreja ao
final do culto, aconselhando a todos os irmãos a não me
procurarem a fim de saber sobre o assunto, sob a condição de
estar colocando sua salvação em risco.
Ele
informou que faria o mesmo em todas as igrejas do distrito.
Minha família sentiu-se humilhada e, daí em diante,
começamos a fazer nossos cultos em nossa casa. Hoje, graças
a Deus, já não é somente minha família, pois há mais alguns
irmãos conosco, fazendo parte do que denominamos de
Ministério Adventista Bereano.
Esta é minha história e o meu testemunho
pessoal. Já fui excluído da igreja, mais até agora raros
foram o irmãos que vieram visitar-me. Peço a todos que orem
por mim e pela minha família, pelo Ministério Bereano e por
todos os irmãos que estão em busca da verdade.
Creio
no Movimento Adventista
Gostaria de ressaltar que não
há absolutamente nada de pessoal, contra nenhuma das pessoas
mencionadas neste meu testemunho e que até hoje considero
que todas essas pessoas são minhas amigas, até que provem o
contrário. O testemunho relatou apenas fatos ocorridos
durante os dois últimos anos de minha vida, dentro dessa
instituição, denominada como Igreja Adventista do 7º Dia, a
qual, por estar envolvida com tantos empreendimentos
seculares, tem se tornado cada vez mais semelhante a eles.
Também desejo ressaltar que,
apesar das falhas humanas, eu acreditei no movimento
adventista, como o movimento da profecia levantado por Deus
para restaurar as verdades lançadas por terra e que prega o
breve retorno de nosso Senhor Jesus, denunciando também os
pecados de Babilônia.
Estudiosos da história do
movimento adventista e da igreja, incluindo alguns dos mais
recentes e renomados teólogos da atual organização, informam
que os pioneiros adventistas não acreditavam na doutrina de
um Deus triúno. Por isso, acredito em muitas verdades
ensinadas pelos pioneiros do movimento do advento, dentre
algumas dessas verdades esta a crença em um só Deus.
Todos os fatos relatados
neste testemunho podem ser facilmente provados por
testemunhas e documentos. Finalmente, aqui me despeço,
rogando a Deus o Pai, por meio de Jesus seu Filho, a
comunhão do Espírito entre todos os verdadeiros adventistas
do 7º dia. --
Milton Marcos de Figueiredo Filho, do
Ministério Adventista Bereano.
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