Eusébio

A Voz da Igreja Primitiva

263 – 339

A Voz da Igreja Primitiva O livro dos Atos dos Apóstolos cobre um período de cerca de 30 anos até cerca do ano 62. Eusébio meticulosamente reuniu informações sobre os 300 anos seguintes para completar a sua monumental História da Igreja, uma narrativa autorizada da história da Igreja Primitiva, suas perseguições e martírios, bem como as suas heresias e divisões.

 Eusébio nasceu na Palestina, por volta do ano 263, durante o reinado do Imperador Galeno. Quase nada se sabe sobre a infância e adolescência de Eusébio. Não há qualquer indicação de que ele tenha nascido ou crescido numa família cristã, mas recebeu ensino cristão. Na sua juventude, ele foi grandemente influenciado por um presbítero de Cesaréia chamado Pânfilo, que era um estudioso de considerável reputação.

 Sob a orientação de Pânfilo, Eusébio copiou e corrigiu porções das Escrituras e fez cópias de vários livros.Foi durante esse tempo, como estudante, que ele começou a reunir material para duas de suas maiores obras: Crônica, a história do mundo até aquela época, e História da Igreja.

 Em fevereiro de 303, começou a “Grande Perseguição” de Diocleciano, que prosseguiu intermitente por 10 anos. Os eventos testemunhados por Eusébio estão registrados em História e Mártires da Palestina. Nesse tempo, ele já havia sido ordenado presbítero e estava sob ameaça de prisão. Em março, a perseguição chegou a Cesaréia, e muitos cristãos pagaram a pena máxima por causa de sua fé. Durante os dois anos seguintes, novos editos intensificaram a perseguição: igrejas foram destruídas, Bíblias foram queimadas e cristãos foram torturados e executados.

 Quase no fim do ano 308, Pânfilo foi preso e torturado. Estando ou não com ele na prisão, Eusébio continuou tendo contato com o seu amigo, e eles continuaram escrevendo juntos. Em História, Eusébio escreveu sobre o seu tempo:

 “Vimos com os nossos próprios olhos as casas de oração sendo totalmente demolidas de alto a baixo e as Sagradas Escrituras lançadas às chamas no meio das praças do mercado, e os pastores das igrejas, alguns vergonhosamente se escondendo aqui e ali”.

No início de 309, Pânfilo foi executado, e Eusébio estava livre para viajar para outros lugares. É possível que ele tenha decidido que seria mais sábio evitar a perseguição durante algum tempo. Primeiro, ele visitou Tiro, depois foi para o sul do Egito, onde mais uma vez foi confrontado com ameaça de morte. Ele testemunhou a prisão de muitos cristãos, que eram mutilados e cegados antes de serem lançados na prisão, mas no ano seguinte ele estava livre e de volta à Cesaréia.

 Os escritos de Eusébio não davam qualquer indicação do que acontecia na prisão, a não ser que ele suportou sofrimentos sem, entretanto, apostatar da fé. Após 311, a perseguição chegou ao fim e, dois anos depois, foi introduzido o edito de tolerância de Constantino.

 Em 314, Eusébio foi eleito bispo de Cesaréia. Seu tempo logo estava tomado por assuntos eclesiásticos urgentes. Depois de anos de perseguição, ele precisava dedicar tempo à reconstrução da igreja e suas propriedades.

 Em pouco tempo, porém, seu trabalho foi interrompido pela mais disseminada heresia de toda a história da igreja primitiva. Começou em Alexandria, por volta do ano 318, quando um padre chamado Arius apareceu com a idéia de que Cristo não era completamente Deus, de que houve um tempo em que Ele não existia e de que Ele tinha tanto defeitos como virtudes. A heresia causou uma séria divisão na igreja, e o Imperador, ansioso por manter uma impressão de unidade, convocou um concílio de bispos em Nicéia, em Maio de 325.

 Eusébio morreu 14 anos depois em 339. Apesar de a sua teologia ser tão questionável como as de alguns de seus contemporâneos hereges, o Corpo de Cristo lhe é muito agradecido por seu meticuloso trabalho como historiador, trazendo à luz valiosos testemunhos da “grande nuvem de testemunhas” da igreja primitiva (Hebreus 12.1).

Adaptado de 70 Great Christians de Geoffrey Hanks (Grã-Bretanha: Christian Focus Publication, 1992).

 

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Acima a capa e contra capa do livro História Eclesiástica escrito por Eusébio.

Abaixo as paginas 82 e 83 onde ele menciona o texto de Mateus 28:19 sem a inclusão da formula batismal trinitariana.  

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