O Wmega da Apostasia

As lições das histórias sagradas são muitas e variadas, mas uma das lições mais importante a ser aprendida hoje, é à tendência que o povo de Deus tem, de distanciar-se da verdade, especialmente após a morte dos líderes e pioneiros, servos fiéis do senhor e fundamentadores das doutrinas basilares de nossa fé. Note cuidadosamente os seguintes versos do livro de Deuteronômio: “Disse o SENHOR a Moisés: Eis que estás para dormir com teus pais; e este povo se levantará, e se prostituirá, indo após deuses estranhos na terra para cujo meio vai, e me deixará, e anulará a aliança que fiz com ele. Nesse dia, a minha ira se acenderá contra ele; desampará-lo-ei e dele esconderei o rosto, para que seja devorado; e tantos males e angústias o alcançarão, que dirá naquele dia: Não nos alcançaram estes males por não estar o nosso Deus no meio de nós? Esconderei, pois, certamente, o rosto naquele dia, por todo o mal que tiverem feito, por se haverem tornado a outros deuses”.  Deut. 31:16-18.

Esta profecia foi dada diretamente a Moisés pelo próprio SENHOR. A história cumpriu-se em Israel com a veracidade da predição de Moisés. Deus deu para Israel um líder forte em Josué após a morte de Moisés. A influência dele durou até a outra geração. “Serviu, pois, Israel ao SENHOR todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué e que sabiam todas as obras feitas pelo SENHOR a Israel”. Josué 24:31.

As sagradas escrituras continuam a descrever sobre a apostasia no livro de Juizes:

“Serviu o povo ao SENHOR todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué e que viram todas as grandes obras feitas pelo SENHOR a Israel. Faleceu Josué, filho de Num servo do SENHOR, com a idade de cento e dez anos; sepultaram-no no limite da sua herança, em Timnate-Heres, na região montanhosa de Efraim, ao norte do monte Gaás. Foi também congregada a seus pais toda aquela geração; e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o SENHOR, nem tampouco as obras que fizera a Israel. Então, fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o SENHOR; pois serviram aos baalins. Deixaram o SENHOR, Deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses das gentes que havia ao redor deles, e os adoraram, e provocaram o SENHOR à ira. Porquanto deixaram o SENHOR e serviram a Baal e a Astarote”. Juizes 2:7-13.

O Apóstolo o Paulo também predisse o afastamento do povo de Deus da verdade.

Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha à apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? II Tes. 2:3-5.

Escrevendo a Timóteo Paulo declarou o seguinte:

“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios,...”.  (I Tim. 4:1).

A Apostasia Predita entre os Adventistas do 7° Dia

Ellen G. White também escreveu sobre a apostasia entre o povo de Deus. Em sua época, deu ela uma declaração particular, descrevendo uma apostasia entre o povo de Deus a qual ela denominou de o "Alfa". Em seguida, revelou o surgimento de uma apostasia final por parte do povo de Deus, que ela chamou de o "Omega" da apostasia. Ellen White declarou que no livro chamado “Templo Vivo”, escrito por John H. Kellogg está contido as teorias que incluem o "Alfa" da apostasia

Os lucros da venda deste livro seriam usados para a reconstrução do Sanatório de Battle Creek que havia sido destruído por causa de um inexplicável e terrível incêndio. Enquanto todos concordavam que as porções do livro que tratavam estritamente de saúde eram boas e recomendáveis, Dr. Kellogg havia tecido falsos conceitos sobre Deus neste livro. Conceitos entrelaçados com filosofias ou idéias panteístas no que se refere à natureza da presença e personalidade de Deus.

Sobre este disfarce Ellen White declarou:

(Esses que têm alimentado as mentes nas teorias supostamente excelentes, mas espiritualistas de o "Templo Vivo", estão em um lugar muito perigoso. Durante os últimos cinqüenta anos eu tenho estado a receber informações e considerações das coisas divinas. Mas a instrução que me foi dada agora é usada através de outros para justificar e endossar teorias no "Templo Vivo" que é de um caráter enganador). (Manuscritos Liberados, vol. 4. Pág. 248)

Ellen White usou o termo "Omega" em referência a uma grande apostasia que teria inicio logo em seguida ao "Alfa".

Note o seguinte: “Não seja enganado; muitos se afastarão da fé, enquanto dão atenção a espíritos sedutores e a doutrinas do diabo. Nós temos agora diante de nós o Alfa deste perigo. O Omega será de uma natureza muito mais surpreendente”. (Testemunhos especiais, Séries B, Nº 2, pág. 16).

Eu sou instruída a falar claramente. "Conheça", é a palavra falada para mim. "Conheça firmemente, e sem demora". Mas não será conhecido por nossa força e trabalho em investigar doutrinas e pontos diferentes. Nós não temos tal investigação para fazer. No livro “Templo Vivo” é apresentado o alfa de heresias mortais. O Omega se seguirá, e será recebido por esses que não estão dispostos a atender a advertência que Deus deu. (Ibid., pág. 50)

Eu soube que o Omega se seguiria em um pequeno espaço de tempo; e eu tremi pelo nosso povo. Eu sabia que eu tinha que advertir nossos irmãos e irmãs para não entrar em controvérsia sobre a presença e personalidade de Deus. As declarações feitas em o "Templo Vivo" com respeito a este ponto estão incorretas. As escrituras utilizadas para substanciar a doutrina que está contida neste Livro são pontos das escrituras retirados do seu contexto.  (Ibid. Pág. 53).

Mais declarações de Apostasia

Conectado com estas declarações há declarações complementares achadas em Testemunhos Seletos que não mencionam o termo "Omega", mas se referem à mesma apostasia.

Uma coisa é certa e logo se realizará, a grande apostasia que está desenvolvendo e aumentando e se tornando mais forte, continuará a ser assim até que o Senhor venha do céu com um grito. Nós temos que manter os primeiros princípios de nossa fé denominacional rapidamente, e temos que continuar com força para ter a fé aumentada. Sempre nós somos chamados a manter a fé que foi substanciada pelo Espírito Santo de Deus, desde as experiências do principio até as experiências do tempo presente. 

Nós precisamos ampliar ainda mais agora, e mais profundamente, ter uma fé mais séria, sem vacilar na liderança do Espírito Santo. Se nós precisamos da prova de manifesto do poder do Espírito santo para confirmar a verdade no princípio, no transcurso do tempo, nós precisaremos dia a dia de toda a evidência na confirmação da verdade, nos dias em que almas estão se afastando da fé e estão dando atenção a espíritos sedutores e a doutrinas de demônios. Não deve haver nenhum se enfraquecendo agora.  (Ibid., nº. 7, pág. 57)

O inimigo das almas buscou trazer a suposição que uma grande reforma estava para acontecer entre os Adventistas do Sétimo Dia, e que esta reforma consistiria em deixar as doutrinas que são como os pilares de nossa fé, e se ocupar em processos de reorganização. Será esta a reforma que deve acontecer, Qual será o resultado? Os princípios de verdade que Deus em sua sabedoria deu de sobra para a igreja, será descartado. Nossa religião será mudada. Serão considerados os princípios fundamentais que sustentaram o trabalho durante os últimos cinqüenta anos como erro. Uma organização nova será estabelecida. Serão escritos livros de uma nova ordem. Um sistema de filosofia intelectual será introduzido. Os fundadores deste sistema entrarão nas cidades, e farão um trabalho maravilhoso. O Sábado sagrado, claro que, será considerado ligeiramente, como também Deus como criador. Nada será permitido se levantar contra o modo do novo movimento. Os líderes ensinarão que a virtude é melhor do que a revelação, mas Deus sendo removido, farão com que eles coloquem a sua dependência em poderes humanos, sem Deus, é inútil. A fundação deles será construída na areia, e as tormentas e tempestades varreram as suas estruturas. Quem tem autoridade para começar tal movimento? Nós temos nossas Bíblias. Nós temos nossa experiência, atestada pela operação milagrosa do Espírito Santo. Nós temos uma verdade que não admite nenhum acordo. Nós não repudiaremos o que está em harmonia com esta verdade? (Ibid., nº. 2, pp. 54, 55)

Foram dedicados livros inteiros à compreensão desta apostasia, porém, muitos dos autores foram envolvidos nesta mesma apostasia sem até mesmo conhecer-la! Até agora deveria estar claro que todas as declarações da Sra. White só podem estar  referindo-se a um assunto, a natureza da presença de Deus e de sua personalidade como revelado na falsa doutrina  pagã-papal da Trindade. Alguns escritores tentaram conectar o Omega com o colapso do trabalho médico como foi primeiro estabelecido. Enquanto a verdade é que o alfa começou dentro dos escolados do trabalho médico, os ensinos médicos de Dr. Kellogg nunca foram trazidos a questionamento pelos irmãos.

Outros, que se consideram Adventistas-Históricos, buscaram conectar o Omega as conferências Evangélicas de 1955, 1956 realizadas pelos Adventistas do Sétimo Dia. Enquanto estas conferências eram a fruto do Omega, Estas conferências não foram o começo do Omega. Foi a aceitação da doutrina de Trindade que tornou estas conferências possíveis.

O Alfa da Apostasia

Para entender melhor o assunto inteiro, nós precisamos voltar ao Dr. Kellogg e buscar o entendimento na compreensão que o Dr Kellogg tinha a respeito do Espírito Santo. Como nós notamos antes, o problema com o livro "O Templo Vivo" não era de nenhuma fisiologia, mas não bastante de teologia. Escrevendo a George I. Buttler, O Dr. Kellogg declarou:

Até onde eu posso compreender, a dificuldade que é encontrada em meu livro "O Templo Vivo" refere-se tão somente a pergunta: O Espírito santo é uma pessoa? Você diz que não. Eu suponho que seja, pois a Bíblia usa o pronome pessoal "ele" e fala isto se referindo ao Espírito Santo. A Sra White usa o pronome "ele" e diz em tantas palavras que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Deidade. Como o Espírito Santo pode ser a terceira pessoa e não ser uma pessoa?  Isto é difícil para eu entender.  (Carta de J. H. Kellogg para G. I. Butler, 28 de Outubro de 1903).

Eu acredito que este Espírito de Deus é uma personalidade, você não? Mas esta é puramente uma questão de definição. Eu acredito que o Espírito de Deus é uma personalidade; você diz, Não, não é uma personalidade. Agora a única razão por que nós diferimos é que nós diferimos em nossas idéias sobre o que é uma personalidade. Sua idéia de personalidade talvez seja a semelhança de uma pessoa ou a de um ser humano. (Carta de J. H. Kellogg para G. I. Butler, 21 de fevereiro de 1904).

Kellogg estava apelando aos escritos da Sra. White para o apoiar a sua teoria. Ellen White disse que os pensamentos de Kellogg não tiveram uma fundação em seus escritos.

Eu sou compelido a falar contra a reivindicação de que os ensinos do livro "O Templo Vivo" estão sustentados através de declarações de meus escritos. Pode haver neste Livro expressões e sentimentos que estão em harmonia com meus escritos. Pode haver em meus escritos muitas declarações que estejam conectadas aos pensamentos do escritor, e ele os interpretou de acordo com a sua mente para escrever "O Templo Vivo", para que os meus escritos pareça estar em harmonia com os ensinos deste livro. Isto pode dar apoio aparente as afirmações de que os sentimentos em "O Templo Vivo" estão em harmonia com meus escritos. Mas Deus proíbe que este sentimento prevaleça. (Série B, nº. 2, pp. 53, 54)

Nem mesmo o ancião Butler concordava que Kellogg representasse os pensamentos da Sra. White no livro "O Templo Vivo". Respondendo a Dr. Kellogg ele escreveu:

Deus habita em nós pelo seu Espírito Santo, como um confortador, como um Reprovador, especialmente como um Reformador. Quando nós vamos a Ele, nós participamos d’Ele nos seus pensamentos, porque o Espírito vai adiante; vai adiante do Pai e do Filho. Não é uma pessoa que caminha a pé ao redor, ou voa como um ser literal, da mesma forma como Cristo e o Pai fazem - se for desta maneira, isto está totalmente além de minha compreensão, para poder expressar o seu significado em idioma ou palavras. (Carta de G. I. o Butler para J. H. Kellogg, 5 de abril de 1904)

Enquanto Dr. Kellogg não parecia ter aceitado uma posição Trinitária completa na hora de escrever “O Templo Vivo”, os conceitos implícitos pavimentaram completamente o seu modo de pensar e  este serviu de base para um posterior aceite da doutrina da Trindade.

O Ômega da Apostasia

Falsos conceitos sobre Deus constituíram o "Alfa" da apostasia e falsos conceitos sobre Deus constituiria o "Omega" da apostasia. Quando examinamos cuidadosamente as declarações da Sra. White relativas ao "Omega", vemos que a doutrina de Trindade e sua aceitação dentro do corpo maior do Adventismo se encaixam perfeitamente as suas predições.

Primeiro, ela declarou que "O Omega será de uma natureza mais surpreendente". (Séries B, nº. 2, pág. 16) vamos considerar esta declaração a luz do reconhecimento sincero dado por William Johnson, editor da adventist Review: Alguns Adventistas hoje pensam que nossas convicções permaneceram inalteradas durante os anos, quando eles buscarem retroceder o relógio tempos atrás, quando nós tínhamos tudo em harmonia, irão perceber o quanto mudou. Todas as tentativas para recuperar tal "Adventismo histórico" falham, devido aos fatos de nossa herança.As convicções Adventistas mudaram durante os anos debaixo do impacto da verdade presente. A maioria assustadora das mudanças é relativo a Jesus Cristo, nosso Salvador e a Deus o Pai

Muitos dos pioneiros, inclusive James White, J. N. Andrews, Uriah Smith, e J. H. Waggoner tinham uma posição Ariana ou semi-Ariana, a de que o Filho em algum ponto foi gerado pelo Pai em tempos antes da Criação de nosso mundo.

Igualmente, a compreensão Trinitária de Deus, agora parte de nossas convicções fundamentais, geralmente não foi aceita pelos pioneiros Adventistas. Até mesmo hoje muitos não crêem desta maneira. (Adventista Review, 6 de janeiro de 1994, pp. 10, 11)Johnson escreve sobre a verdade presente, mas a real "verdade presente" nunca contradirá a verdade estabelecida! Johnson admite francamente que nada estaria assustando mais aos pioneiros deste movimento do que os conceitos de Deus e Cristo que estão sendo colocados hoje na Igreja! Johnson continua francamente admitindo que nossos ensinos mudaram e que a compreensão Trinitária  de Deus  faz agora parte de nossas convicções fundamentais.O Omega viria e seria de tal natureza que a Sra. White tremeu "pelo nosso Povo" indicando que atacaria a denominação inteira. "O Omega se seguirá, e será recebido por esses que não estão dispostos a atender a advertência que Deus deu". "Eu soube que o Omega seguiria em um pequeno tempo; e eu tremi pelo nosso Povo”. (Séries B, nº. 2, pp. 50, 53). Hoje, a aceitação dos 27 crenças Fundamentais, que inclui a doutrina da Trindade, é necessária para fazer parte do livro de membros da IASD.

Ellen White também predisse o prazo dentro o qual o Omega existiria. Ela declarou em 1904 "que o Omega seguiria em um pequeno tempo". Ela também indicou que surgiria principalmente depois de sua morte. Grandes coisas “virão depois que eu tiver partido; Satanás trabalhará como nunca antes. Tudo aquilo que pode ser abalado será abalado

Nós temos que nos direcionar para bem perto de Deus, porque não poderemos nos apoiar em homem algum ou até mesmo na multidão. Temos que conhecer, como nunca, profundamente a Deus, exatamente como antes". (Notícias da Divisão Asiática, 1-15 de maio de 1915, pág. 43, citação sobre O Alfa e o Omega da Apostasia através de Julius Gilbert White). Ela também declarou: "Uma coisa é certa e logo será realizada, a grande apostasia que está desenvolvendo e aumentando e se encerrando mais forte, continuará assim até que o Deus descerá de céu com um grito". (Séries B, nº. 7, pág. 57). A apostasia do Omega entraria na igreja logo após a morte de Ellen White e continuaria até que o Jesus viesse nas nuvens de céu.

A Conferência Bíblica de 1919.

A História revela que pouco tempo após a morte de Ellen G. White a IASD moveu-se bem depressa para abraçar a doutrina de Trindade. Na Conferência Bíblica de 1919, W. W. Prescott deu uma série de estudos intitulados, "A Pessoa de Cristo". Estes estudos, enquanto promovendo Trinitarianismo, não foi recebido universalmente pelos delegados. A discussão que se seguiu às apresentações dele foi bastante intensa. O Presidente da Conferência Geral A. G. Daniells, tentado tranqüilizar as discussões declarou: "Nós não vamos votar no trinitarianismo ou no arianismo, mas nós podemos pensar sobre isto". (Transcrito da Conferência da Bíblia de 1919)

A Vinda do Consolador

O Lideres do movimento adotariam o Trinitarianismo e tornariam o movimento como o resto do mundo Cristão (Principalmente os evangélicos). Ellen White predisse isso "Livros de uma nova ordem seriam escritos". O livro escrito em 1928 por LeeRoy Froom intitulado “A vinda do Consolador” foi publicado. Neste livro, Froom ensina a falsa doutrina da Trindade e, como Kellogg fez antes dele, ele usa citações de Ellen White para sustentar a sua posição. Este livro foi o resultado de estudos que Froom tinha dado durante o ano de 1928 nos institutos ministeriais da União Norte Americana. Enquanto escrevia e logo após ter editado seu livro, Froom não mencionou que ele recebeu ajuda da Babilônia para produzir seu o livro. Foi depois, mais de quarenta anos mais tarde, que ele confessaria:

"Posso eu aqui fazer uma confissão pessoal honesta? Quando, tempos atrás entre 1926 e 1928, eu fui requisitado pelos nossos líderes para dar uma série de estudos sobre o Espírito Santo, cobrindo institutos ministeriais da União Norte Americana em 1928, eu descobri que, fora dos inestimáveis achados do Espírito de Profecia, não havia praticamente nada em nossa literatura considerando uma exposição Bíblica sã deste tremendo campo de estudo. Não havia nenhuma citação em nossa literatura sobre esta questão (Trindade). Eu fui compelido a buscar fora dos nossos escritos, mas em valiosos livros escritos por homens fora nossa fé. Esses homens, previamente deram-me notáveis pistas iniciais e sugestões, e abriram grandes perspectivas de um estudo pessoal intensivo. Ao adquiri-los, foi deles que eu lancei mão. E eles estavam bem dispostos a ajudar. E incontáveis, se não centenas, poderiam confirmar a mesma convicção ficando claro que alguns destes homens tinham uma perspicácia mais profunda nas coisas espirituais de Deus do que muitos dos nossos próprios homens tinham sobre o Espírito Santo e a vida triunfante. Embora este ainda fosse um tema largamente obscuro". (O Destino do Movimento, pág. 322).

Por favor, note cuidadosamente o que um pesquisador mais velho observou sobre o que Froom estava dizendo: 1) Não havia nada em nossa literatura - por que? - porque nós não éramos trinitarianos. 2) Tudo que seria apresentado em 1928 teria suas raízes nos pensamentos de outros e no que eles ensinavam a respeito da deidade, especialmente neste assunto. 3) Ele está acusando nossos próprios homens de negligenciarem no que se refere ás coisas mais profundas de Deus. (Robert Diener - História da Trindade dentro dos Adventistas do Sétimo Dia, pág. 6)

O Pr. Froom também dá crédito ao “Povo Santo” (Seitas de Pentecostais) por achar que eles entendiam melhor das verdades eternas. Ele especificamente menciona as “Renomadas conferências de Keswick da Inglaterra... fundada para promover a prática da santidade”. (Ibid.) Este Trinitarianismo Pentecostal não foi aceito por todos os irmãos em 1928. Froom descreve a resistência à doutrina de Trindade como ensinado no "A Vinda do Consolador" em uma carta para Dr. O. H. Christenson:

"Eu posso declarar que meu livro, A Vinda do Consolador foi o resultado de uma série de estudos que eu dei em 1927-1928 aos institutos ministeriais ao longo do Norte da América. Você não pode imaginar como eu fui repreendido por alguns dos velhos tempos por insistir na personalidade do Espírito Santo como a Terceira Pessoa da Deidade. Alguns homens negaram isto - ainda negam. Mas o livro chegou a ser aceito como padrão". (Carta de LeRoy Froom para Dr. Otto H. Christenson, 27 de outubro de 1960)

Uma declaração em “A Vinda do Consolador” de interesse especial é achada na página 40. “Se Ele [o Espírito santo] é uma pessoa divina, e nós pensamos n’Ele como uma influência impessoal, nós estamos roubando uma pessoa divina da deferência, honra, e amor que são dedicadas a ele. Novamente, se o Espírito Santo é uma mera influência ou poder, nós tentaremos adquirir-lo como uma coisa que pode ser usada. Mas se nós O reconhecermos como uma pessoa, nós estudaremos como nos entregar a Ele, de forma que Ele possa nos usar”.

Froom pegou emprestada esta idéia quase que literalmente de um livro do  protestante evangelista, R. A. Torry, intitulado, Os Fundamentos. Um escritor olhou para esta declaração e apresentou uma pergunta sondando Froom: “Se o Espírito santo é um ser separado e distinto diferente do Pai e do Filho, e se nós damos deferência e honra e amor para esta pessoa divina, e se nós também nos rendermos a este outro Deus que não é o Pai e não é o Filho, então a quem nós estamos adorando e a quem estamos rendendo nossas vidas? Isso é certo. É o próprio Satanás”. (Holanda 95, pág. 82) 

Isto pode parecer difícil de muitos aceitarem, mas Ellen White descreve exatamente as coisas que nós lemos acima: Em fevereiro, 1845, eu tive uma visão de eventos que começam com o Grito de Meia-noite. Eu vi um trono e neste sentaram-se o Pai e o Filho. Eu contemplei Jesus, em seu semblante admirei a sua adorável pessoa. A pessoa do Pai eu não pude ver por causa de uma nuvem de luz gloriosa que o cobriu. Eu perguntei para Jesus se o Pai d’Ele tinha uma forma como a d’Ele. Ele disse-me que Ele tinha, mas eu não pude vê-lo, por isso ele disse; se você visse uma única vez a glória da pessoa de meu Pai você deixaria de existir. Diante do trono eu vi o povo do Advento, a igreja, e o mundo. Eu vi um grupo, curvando-se diante do trono, profundamente interessados enquanto  a maioria deles se levantavam desinteressados e descuidados. Esses que estavam ajoelhados diante do trono ofereceriam as suas orações e olhavam para Jesus; então Jesus olhava para seu Pai, e parecia estar suplicando a Ele. Uma luz veio do Pai para o Filho, e do Filho para a o grupo que estava orando ajoelhados. Então eu vi uma luz luminosa excedendo vir do Pai para o Filho, e do Filho emanou para cima das pessoas diante do trono. Mas poucos recebiam esta grande luz; muitos se desviaram da luz e imediatamente resistiram a ela; outros foram descuidados e não apreciaram a luz, e a luz partiu deles; alguns apreciaram a luz e se curvaram juntos com o pequeno grupo que estavam orando. Todo este grupo recebeu a luz, e alegraram-se nela. Como os seus semblantes brilhavam com sua glória. E eu vi o Pai subir do trono, e em uma Carruagem flamejante ir para o Santo dos Santos, para dentro do véu, e sentou-se. Lá eu vi tronos que antes nunca tinha visto. Então Jesus se levantou do trono, e o a maioria dos que estavam ajoelhados levantaram-se com Ele; e eu não vi um raio de luz passar de Jesus para a multidão descuidada depois que ele se levantou, e eles foram deixados em perfeita escuridão. Aqueles que se levantaram quando Jesus levantou-se mantiveram  seus olhos fixados n’Ele; quando Ele deixou o trono e os conduziu por um caminho estreito. Então Ele levantou o braço direito e nós ouvimos a declaração de sua adorável voz, “Espera aqui, eu vou para meu Pai receber o Reino; mantenha seus vestuários imaculados, e mais um pouco de tempo eu voltarei do casamento e receberei a vocês para mim mesmo”. E eu vi uma carruagem nublada, com rodas de engaste a arder como fogo, e Anjos estavam ao redor dela enquanto esta vinha até onde Jesus estava. Ele entrou na carruagem e foi levado ao Santo dos Santos onde o Pai se assentou. Lá eu vi Jesus, quando Ele estava se levantando diante do Pai, como um grande Sumo Sacerdote. Na bainha do seu vestuário tinham sinos e romãs. Então Jesus mostrou-me a diferença entre fé e sentimentos. E eu vi aqueles que se levantaram com Jesus enviarem para cima a fé deles, para Jesus no Santo dos Santos, e oraram dizendo, Pai, nos dá o teu Espírito. Então Jesus soprou o fôlego sobre eles, o Espírito Santo. No sopro havia luz, poder e muito amor, alegria e paz. Então eu virei para olhar o grupo que ainda estava de joelhos diante do trono; eles não sabiam que Jesus já tinha deixado o trono. Satanás parecia estar rondando o trono, tentando dar continuidade ao trabalho que Deus já havia terminado; Eu os vi observarem o trono e orarem, meu Pai nos dá o teu Espírito; então Satanás soprou fôlego sobre eles, mas este era uma influência profana; nele havia luz e muito poder, mas nenhum doce amor, alegria ou paz. O objetivo de Satanás era mantê-los enganado, e se retirar para tentar enganar os filhos de Deus. Eu vi um após o outro deixar o grupo que ainda estava orando a Jesus no Santo dos Santos, e ir e unir-se àqueles que estavam diante do trono, e eles receberam imediatamente a influência profana de Satanás. (Para o pequeno Remanescente espalhado no estrangeiro, 6 de abril de 1846, pág. 7).

Nesta visão nós vemos dois grupos de pessoas diferentes que respiram dois espíritos diferentes. Os que respiram o Espírito de Jesus respiram “o Espírito Santo” que é descrito como tendo luz, poder, e muito amor. Os que respiram o de satanás, receberam uma “influência profana” e nenhum doce amor, alegria e paz. A tragédia de aceitar a Trindade não só leva a negarmos adoração do “O Pai e do Filho como os únicos, a quem devemos exaltar”, mas também nos mantém enganados pelo espiritualismo de Satanás!

O estabelecimento das Crenças em 1931.

A apostasia da qual Sra. White nos advertiu, mudaria de fato nossa estrutura religiosa inteira. “Os princípios da verdade que Deus em sua sabedoria deu de sobra para a igreja, seriam descartados. Nossa religião seria mudada. Seriam considerados como erro, os princípios fundamentais que sustentaram o trabalho durante os últimos cinqüenta anos. Uma organização nova seria estabelecida. Seriam escritos livros de uma nova ordem. Um sistema de filosofia intelectual seria introduzido”. (Séries B, nº. 2, pág. 55). Quando a teologia de qualquer organização religiosa é alterada, seu sistema é mudado a sua fundação também. Durante quase um século, a igreja tinha professado uma posição anti-trinitáriana. Em 1931 foi introduzida uma declaração nova de convicções, o qual pela primeira vez, promoveu a Trindade. A segunda leitura da declaração é:

2. Que a Deidade ou Trindade, consiste no Pai Eterno, um Ser pessoal, espiritual, onipotente, onipresente, onisciente, infinito em sabedoria e amor; o Deus Jesus Cristo, o Filho do Pai Eterno, por quem todas as coisas foram criadas e por quem será realizada a salvação das pessoas redimidas; o Espírito Santo, a terceira pessoa da Deidade, o grande poder regenerador no trabalho da redenção. (Manual de igreja, 1963 ed. pág. 29 p. 29).

Com a urgência do Secretário Estatístico da Conferência Geral, Edson Rogers, junto com os pedidos para uma declaração mais consistente sobre este ponto, um comitê de quatro pessoas foi designado para estudar a preparação de uma nova Declaração de Convicções. Os quatro escolhidos foram Milton E. Kern, Francis M. Wilcox, Edwin R. Palmer, e Charles H. Watson. Wilcox foi escolhido pelos outros três para preparar o esboço principal. Com o completo conhecimento e aprovação dos outros, Wilcox deu sua declaração a Rogers que a colocou no Anuário de 1931, extra oficialmente e que só apareceu no Manual da Igreja em 1933. Esta declaração não foi votada nem pela Conferência Geral.

No dia 14 de janeiro de 1942, o Comitê da Conferência Geral votou o que (Wilcox) estabeleceu como “Crenças Fundamentais” e fez-se com que ficasse disponível em forma de folheto. Isto já tinha aparecido no manual oficial da igreja de 1933 de forma semelhante, e da mesma forma este foi adotado em cada edição sucessiva. Estava então por consentimento comum e não por aceitação votada formalmente o que Wilcox sugeriu como “Convicções Fundamentais”; esta se tornou nossa Declaração de Fé aceita. (O Destino do Movimento, pág. 419 - ênfase no original).

O Voto Batismal de 1941 e o Novo Hinário

Um novo voto batismal foi introduzido em 1941 que incluía uma declaração afirmativa dos candidatos sobre a convicção na Trindade. Este também foi o ano em que apareceram no Hinário da Igreja os hinos trinitarianos, modificados em nossos livros de canção anteriores, para promover a verdade sobre Deus e sobre Cristo. O Hinário da Igreja foi o começo para hinos Trinitários. Nosso passado foi considerado como erro e “falsa doutrina”.  Livros de uma “ordem nova” foram escritos. “Nada seria permitido se levantar contra o modo do novo movimento”. (Séries B, nº. 2, pág. 55)  O Pr. Froom declarou que a “Denominação [era] Irrevogável no que se refere às verdades Cristãs básicas”. (O Destino do Movimento, pág. 75).

Os obstáculos

Pela década de 40, havia ainda alguns obstáculos que resistiram à nova teologia.  Uma dessas pessoas era um ministro conhecido como Pr.  J. S. Washburn que em 1940 escreveu um ataque devastador sobre o Pr. W. W. Prescott relativo a um sermão que Prescott tinha pregado na Igreja do Parque de Takoma, (Md.) no dia 14 de outubro de 1939. O título do sermão de Prescott era “Aquele que Vem” e ele citou a Trindade entre outros assuntos. O folheto de Washburn, enquanto uma personalidade de alta estima, foi tão bem aceito pelo presidente da conferência que ele pediu trinta e duas cópias para distribuir a todos os ministros na sua conferência. O significado do assunto não era tanto com relação ao conteúdo específico do sermão de Prescott, nem uma resposta de Washburn, mas obstante, uma declaração de que em 1940 ainda havia ainda facção anti-trinitária na igreja. Outro obstáculo era o Pr. Charles S. Longacre como Washburn, Longacre era um ministro mais velho que pessoalmente conheceu e falou com Ellen White. Ele não era nenhum individuo fora do contexto. Sua lista de posições de responsabilidade na igreja era longa e pesava como importantes pilares de metal. O Pr. Longacre ainda era vivo quando o livro, “Questões sobre Doutrina”, estava sendo preparado. O esboço original enviado a ele continha a seguinte pergunta e resposta:

"É possível para um indivíduo permanecer em boa e regular situação na Igreja Adventista do Sétimo Dia se ele se recusar a submeter-se à autoridade da igreja em relação à doutrina histórica da deidade de Jesus Cristo? A resposta para esta pergunta é um inequívoco Não!" (Pergunta 34, Arquivo de Perguntas sobre Doutrina).

Das cópias enviadas ao campo para consideração, uma das cópias foi devolvida com a seguinte pergunta escrita a mão ao lado da resposta mencionada acima: “Nós seremos excomungados? Pr. Longacre”. Sabe-se hoje, que meses antes da sua morte em 1958, o Pr. Longacre era ainda conhecido como anti-trinitáriano. Deus sempre teve “uns poucos fiéis” que continuam levando a tocha da verdade enquanto outros aceitam a tocha infernal de Satanás.

A Revisão de Daniel e de Apocalipse

Antes de 1944, já havia sido removida uma grande parte dos obstáculos, assim a nova teologia pode se apoderar do movimento completamente. No entanto, um espinho na carne ainda existia. Era o livro de Uriah Smith, “Daniel e Apocalipse”. Este livro, originalmente publicado em duas porções, Pensamentos, Crítico e Prático, no Livro de Apocalipse (1867), e Pensamentos, Crítico e Prático, no Livro de Daniel (1873), tinha o endosso de Ellen G. White. Esta foi e ainda é a publicação impressa dos adventistas mais longa, fora dos livros do Espírito de Profecia. Porém, ela ensinava uma visão anti-trinitária de Cristo. Por isto havia uma  necessidade de remover-la de circulação isto foi sugerida por W. W. Prescott em 1919 na Conferência Bíblica citada acima. Mas Em lugar de derrubar o que muitos consideraram um obstáculo resolveram ao contrário, foi decidido que o livro seria “revisado” para ajudar a torna-lo mais atualizado com eventos históricos que tinham acontecido desde que tinha sido revisado por último pelo Pr. Smith. Porém, o objetivo principal na revisão era remover as declarações anti-trinitárianas.

A publicação do Livro Evangelismo

O livro Evangelismo foi publicado em 1946 para ajudar no progresso do Trinitarianismo dentro do Adventismo outorgando autoridade e inspiração para a “nova teologia”. Enquanto o volume continha riquezas de declarações do Espírito de Profecia, deu também para o Pr. Froom que estava no comitê editorial à oportunidade de compilar as declarações de Ellen White de tal maneira que ele pudesse torcer a verdadeira posição dela.  Isto foi feito usando as seguintes táticas: 1) As declarações foram retiradas do seu contexto inclusive o uso de numerosas elipses. 2) Foram aplicados subtítulos para introduzir pensamentos na mente do leitor de modo que ele não atentasse para citação. 3) Grande números de declarações foram utilizadas sem as declarações complementares necessárias para dar entendimento total do contexto. Em uma carta para o seu aliado, R. A. Anderson, o Pr. Froom declarou:

Eu estou seguro que estamos de acordo em avaliar o livro Evangelismo como uma das grandes contribuições nas quais a Associação Ministerial recuperou uma parte dos escritos dos dias dos pioneiros. Você sabe que isto fez com que homens na União da Columbia enfrentassem declarações claras e inequívocas do Espírito de Profecia sobre deidade de Cristo e a personalidade do Espírito santo e igualmente a Trindade ou Eles cruzam os braços  e aceitam essas declarações, ou então eles vão ter que rejeitar o Espírito de Profecia. Eu sei que você e a Senhorita Kleuser e eu tivemos considerações a fazer com a seleção destas coisas sob o encorajamento de homens como o Pr. Branson que sentiram que os conceitos anteriores da irmã White estabelecidos no livro Evangelismo não eram adequados. (Carta de LeRoy Froom para Roy A. Anderson, 18 de janeiro de 1966)

Froom está declarando que em 1946 ainda havia um obstáculo no exterior contra Trinitarianismo dentro da União da Columbia. Aqui nós vemos o Espírito de Profecia usado como um clube para forçar os irmãos a entrar na linha, em vez da “Bíblia e a Bíblia somente” sendo a regra exclusiva de fé e pratica entre os irmãos. Mais adiante, a liderança da igreja não acreditou que os irmãos a respeito dos escritos da Sra Withe tinham um conceito  “adequado”  sobre Evangelismo.

Um Chamado ao Arrependimento

Em 1950, dois missionários jovens da África assistiram à Sessão da Conferência Geral em Cleveland, Ohio. Os Pastores Robert Wieland e Donald K. Uma preocupação expressada pelos irmãos foi que a igreja tinha mudado de direção e do curso dado por Deus em 1888. Pediram-lhes que escrevessem seus pensamentos, o que resultou em um manuscrito intitulado, 1888 Reexaminado. Enquanto não levava em conta o assunto Trinitário, eles fizeram um excelente trabalho, em um período curto de tempo, discutindo a situação da igreja naquele momento. Eles acreditaram que a igreja estava “madura para a desilusão”.

Agora é tão evidente que “nós” viajamos pela estrada da desilusão desde o   encontro de Mineápolis em 1888. Paixão com falsos ensinos tomaram o lugar da clara  verdade    inspirada do céu quando foi  considerada a  “Justificação pela  fé.” Pelo modo duro, humilhante da experiência atual com as  falsificações, Israel  tem trazido a si mesmo  ao tempo quando ela estava pronta para a  desilusão. (1888 reexaminados, 1950 ed. pág. 202)

Wieland e Short estavam tentando mostrar como um “falso Cristo” poderia  aparecer entre nós. Eles acreditavam, com precisão, que uma má representação da   personalidade de Cristo ira acontecer. (Veja pág. 171.) Uma leitura cuidadosa de 1888 Reexaminadas revela que enquanto Wieland e Short principalmente discutiam a importância da encarnação e o ministério sacerdotal de Cristo, havia toques de Cristologia que ia contra o pensamento Trinitário normal. Por exemplo, eles declararam claramente que Cristo tinha aceitado a “semelhança da carne pecadora” e que isto “não era nenhuma mera aparência, mas pura realidade.” (Ibid., pág. 156 - ênfase no original) Isto os levou a acreditar que Jesus “se esvaziou de todo poder divino pra operar um milagre, através da  fé no seu Pai.” (Ibid., pp. 156, 157) os seguidores de Cristo mais adiante, realmente ensinaram que Cristo morreu no Calvário:

A morte de um falso Cristo não teria nenhum poder para salvar  todos os homens, isto só seria possível como uma compreensão clara da morte do verdadeiro Cristo. É bem mais compreensível um acordo inexplicável entre o Pai e o Filho que de alguma maneira bastou para  pacificar a ira do Pai em geral contra gênero humano. A confusão é acentuada pelo fato de que a falsa visão requer uma convicção de que o Filho de Deus não morreu, mas só o Filho do homem, i.e., apenas  o seu corpo morreu. Isto lança uma nuvem de mistério impenetrável ao redor do trabalho redentor de Cristo, que foi feito para atrair os corações humanos e a inteligência, e os atrair  a uma reconciliação sincera e não defeituosa com Deus. (Ibid., pág. 158)

Os autores ao fazerem estes registros estavam sinceramente convictos de que Deus estava usando Wieland e Short para  tentar salvar seu povo. Eles não entenderam todos os assuntos envolvidos naquela ocasião, era mais que um começo modesto. Porém, a Conferência Geral rejeitou a mensagem oficialmente e começou a se opor  imediatamente ao trabalho  que Wieland e Short começaram.

A Conferência Bíblica de 1952

Em resposta à chamada de Wieland e Short em 1950, William H. Branson  convocou a  Conferência Bíblica de 1952. Foi a primeira Conferência Bíblica da igreja desde 1919, e a segunda desde 1888. E  o tema foi a Justificação em Cristo, estas mensagens nunca atingiram à raiz do problema; a visão Trinitária nunca foi desafiada. Próximo ao  fim da conferência, Branson fez seguinte  desafio:

A igreja deixou de construir a fundação de um largo degrau na conferência Geral de 1888. ... Mas a mensagem de Justificação pela Fé dada na Conferência Geral de 1888  foi repetida aqui... E esta grande verdade foi determinada nesta Conferência Bíblica de 1952, com muito mais determinação e poder do que foi na conferência de 1888... A pergunta não será mais: “Qual foi à atitude de nossos obreiros para com a mensagem da Justificação pela Fé  dada em 1988? O que fizeram a respeito de assunto?” De agora em diante a pergunta deve ser. “O que nós fizemos com a luz da  Justificação pela Fé  proclamada na conferência Bíblica de 1952?” (Nossa  Firme Fundação, vol. II, pp. 616, 617 - citado por Watchman, O que dizer da Noite, novembro de 1996, pág. 3)

Branson fez referência clara a 1888 Reexaminados e então tentou trocar o foco de 1888 para 1952. A resposta para a pergunta de Branson, relativa a assim tão chamada “luz na Justificação pela Fé como proclamado na Conferência Bíblica de 1952” não teve que esperar muito tempo para ser respondida.

As Conferencias Evangélicas da IASD em  1955 e 1956

Se a verdadeira mensagem da Justificação pela Fé tinha sido determinada e tinha sido recebida pela igreja em 1952, então as Conferências Evangélicas da IASD nunca teriam acontecido. Como observado antes, estas conferências aconteceram entre  proeminentes Evangélicos onde se encontravam (Walter Martin, George E. Cannon, Donald Barnhouse) e os líderes da IASD  (LeeRoy Froom, Roy A. Anderson, Walter E. Read, e T. E. Unruh). O foco principal destas conferências foi à doutrina Trinitária. Roy A. Anderson escreveu depois sobre sua experiência ao ter o seu primeiro  contato com  Evangélicos:

O que vocês acreditam sobre a Trindade? foi uma pergunta feita para mim a alguns anos atrás por dois cavalheiros Cristãos corteses que entraram sem ser anunciado à sede de Conferência Geral em Washington D. C.... Ambos os homens eram professores de faculdades Cristãos e tinham lido muitos livros sobre os Adventistas mas todos detratores, e dentre eles um foi comissionado para escrever um novo livro sobre as  convicções adventistas. Porém, eles sentiam que deveriam contatar a sede para descobrir o que nós acreditávamos de fato, em pontos de interesse vital, em lugar de escutar sobre nossas crenças de outros. As respostas para as sérias perguntas  que eles fizeram foram alongadas durante dias de discussões e ardentes orações. Nossa resposta relativa a Deidade e a Trindade foram cruciais, por que  em alguns  livros eles tinham lido que os Adventistas eram classificados como Arianos;.... (Revista Adventista, 8 de setembro de 1983, pág. 4 - ênfase no original.)

Como Martin tinha notado a Anderson, alguns livros tinham classificado os Adventistas como Arianos por causa da convicção anti-trinitária. Martin tinha errado em classificar os Adventistas do Sétimo dia  como ‘Cristãos’ na primeira impressão do seu livro, O Crescimento das Seitas. A ênfase no começo das conferências era sobre as declarações antitrinitárias feitas no passado pelos pioneiros do Adventismo inclusive Ellen White! Em 1989 Martin contou uma breve história  de como ocorreu o encontro com o grupo de ministros da Organização.

O clima naquele tempo  [1955, 1956] era: O  Adventismo foi considerado como as Testemunhas de Jeová, como o Mormonismo e como a maioria das estruturas das Seitas principais daqueles dias...  Quando pela primeira vez eu me encontrei com LeeRoy  E. Froom, ele me pegou pelo braço e me questionou, durante aproximadamente quinze minutos, sobre como eu poderia pensar que possivelmente o  Adventismo era uma Seita. “O Adventismo é tão verdadeiro quanto aço” eu disse “você pensa que Arius era um Cristão?” E ele era um excelente historiador da igreja  e ele disse, “claro que ele não era um Cristão, ele negou a deidade de Jesus Cristo”. Eu disse, “Assim também fez a Sra. Ellen White.” então o Dr. Froom respondeu, “O que!” eu disse, “sim”... e abri uma mala e mostrei pelo menos doze pés de publicações adventistas  empilhadas e marcadas para a leitura do Dr. Froom. E para a leitura do comitê conferir as fontes que eu usei. E eles levaram um choque mortal que eu pude claramente notar, Eu... pensar que, tão persuasiva quanta era a Sra. White,  tinha se convertido tão depressa e muito tarde, e afirmar a doutrina da Trindade tão fortemente e ensina-la. Mas ela foi influenciada por Uriah Smith. Ela negou a deidade eterna de Cristo uma vez que O colocou em segundo lugar na deidade. Esta é a razão por que vocês foram classificados anteriormente como as Testemunhas de Jeová, por causa da ênfase do Arianismo no movimento Adventista. E pelo  fato de vocês afirmarem que o Arcanjo Miguel é Jesus Cristo. O Dr. Froom e o comitê decidiram que eles leriam o material imediatamente. Assim nós adiamos a reunião e eles levaram todo o material com eles e eu acho que outros examinaram o  material. Eles voltaram e disseram, “bem, muito destas coisas que você está chamando atenção, nós concordamos, nós só não concordamos com estas declarações. Elas não refletem a teologia adventista ortodoxa, e nós rejeitamos estes escritos”. Eu disse, “bom, Estou feliz em ouvir isto, agora só falta vocês desculpar-nos, porque nós lemos este material, e não era sobre um assunto banal que  nós estávamos falando” “... Nós examinamos todos os tipos de materiais e então a idéia veio de escrever um livro onde nós questionaríamos  os adventistas para saber o que a denominação responderia... Por isto foi publicado o livro Questões sobre Doutrina. Ao contrário de algumas das fantasias e mitos que eu tenho notícias hoje dos Adventistas, que deveriam saber melhor, o livro teve a aprovação da Conferência Geral. ( Walter Martin - gravou uma conferência na Igreja de Colina do Campus em Loma Linda, CA, Janeiro de1989)

LeeRoy Froom  e aqueles  que se encontraram com Martin “consideraram como erro” a fundação que tinha sustentado o trabalho do movimento Adventista nos tempos dos pioneiros. Dr. Barnhouse, escrevendo na Revista da Eternidade, observou: 

Imediatamente foi percebido que os Adventistas foram ao extremo, negaram certas posições doutrinarias que previamente tinham sido atribuídas a eles. Os Adventistas especificamente repudiaram qualquer ensino de ministros ou membros da sua antiga fé, proclamaram, e rejeitaram os escritos cujo assunto poderia classifica-los entre Arianos. (Eternidade, setembro, 1956)

LeeRoy Froom, em Questões sobre Doutrina e depois em o Destino do Movimento, descaradamente mentiu concernente a nossa história. Ele tentou mostrar que o anti-Trinitarianismo  era “um câncer encapsulado, grave, mas confinado”. (O Santuário e a Expiação, pág. 530) Em Questões sobre Doutrina  nós lemos, “Os pais fundadores da IASD mais ou menos um século atrás vieram de vários movimentos sectários. Apesar de todos serem pre-milleritas, alguns eram Trinitários; outros eram Arianos”. (pág. 29) Isto é, mas uma meia verdade. Os fatos são, que enquanto os pioneiros eram de “vários movimentos sectários”, uma vez tornando-se Adventistas do Sétimo-dia, todos eles deixaram as falsas convicções Trinitárias de suas antigas denominações. Em O Destino do Movimento, LeeRoy  Froom afirmou que os anti-Trinitarianos constituíam a minoria dos Adventistas da época. (Veja pág. 149.) Desta forma ele tentou explicar por que foram feitas certas declarações em Questões sobre Doutrina. LeRoy Froom notou que algumas das respostas dadas aos Evangélicos foram fortes demais e eram umas negações públicas das declarações feita pelos pioneiros, “os conceitos errôneos de uma [denominado] minoria precisou ser repudiado claramente. Assim o grupo designado para dar as respostas para as perguntas deles,  prepararam uma declaração simples que nega esta posição pessoal, individual, dos  minoritários, para inclusão no próximo livro, que seria  chamado Resposta as Perguntas sobre a Doutrina dos Adventistas do Sétimo-dia  .” (O Destino do Movimento, pp. 483, 484) estas declarações eram necessárias para amenizar as  declarações mal feitas anteriormente. A negação lida em parte:

As Crenças dos Adventistas do Sétimo Dia sobre estas grandes verdades são claras e incontestáveis. E nós sentimos que não deveríamos ser identificados  ou  ser estigmatizados com certos conceitos limitados e defeituosos de algumas pessoas, particularmente considerando  os anos de formação de nossas crenças.

Esta declaração deveria anular as citações que foram feitas contra nós. Nós somos de um mesmo pensamento com nossos irmãos cristãos contemporâneos no que se refere aos grandes fundamentos da fé entregues aos santos. (Perguntas sobre Doutrina, pp. 31, 32)

Que vergonha dizer que nós somos de um mesmo pensamento com nossos irmãos cristãos contemporâneos. Lee Roy Froom e o restante dos lideres podem chamá-los de “Cristãos” até que as pragas caiam; Deus os chama de "BABILÔNIA", que autoridade temos nós para chamar de "Cristãos" a quem Deus chama de "Babilônia” ?.

1971 - O Destino do Movimento.

Embora nós já notamos no livro de Froom, “O Destino do Movimento”, e citamos os pontos contraditórios, há pontos que deveríamos ressaltar com mais atenção; são os  seguintes: O Destino do Movimento  foi uma tentativa clara para reescrever a nossa história e apresentar o crescimento do movimento do Advento como sendo de caráter evangélico com raízes nos pensamentos dos teólogos evangélicas. LeeRoy E. Froom e os lideres da época concordaram  completamente  com a teologia da Trindade e firmaram outros acordos nos de 1950. Froom também tomou a liberdade de atacar Wieland e Short por terem  feito suas observações com relação à rejeição da igreja das verdades de 1888. O livro contém um prefácio de aprovação escrito por Neal Wilson, naquela época o vice-presidente da Conferência Geral e presidente do comitê de assuntos para o Destino do Movimento. A Introdução do  livro foi escrito originalmente por Robert Pierson, na época presidente da Conferência Geral. Porém, devido à resistência impostas pelos comentários de  Robert Wieland, Pierson retirou suas declaração. No lugar dele, H. M. S. Richards locutor da Voz da Profecia, escreveu a introdução na edição posterior! De grande importância foi o  ímpeto que o livrou tomou. O reconhecimento de  Froom foi patente na seguinte declaração:

Na primavera de 1930 Arthur G. Daniells, por mais de vinte anos presidente da Conferência Geral, me falou que acreditava que, mais tarde, eu deveria empreender uma pesquisa completa sobre o plano da redenção e defini-lo por inteiro....  Eu era uma ligação, uma espécie de elo conectando os líderes do passado com os lideres do presente. Mas, ele disse... Isto não é para agora e sim para um futuro próximo.

Daniells reconheceu os problemas sérios envolvidos, e sentia quase que profeticamente  certas dificuldades que confrontariam os que dessem apoio as novas idéias no movimento. Ele sabia que exigiria tempo para curar feridas teológicas causadas pelos novos pensamentos, e com esta atitude modificaria parte dos pensamentos de alguns. Possivelmente ele estava achando necessário esperar até que certos lideres morressem, antes do retratar claramente a novo destino do movimento. Esta foi uma atitude tomada  sabiamente. (O Destino do Movimento, pág. 17).

1980 - Finalmente a declaração de crenças e os anos seguintes.

A Conferência Geral em Dallas em 1980 foi  o desfecho final e a grande oportunidade para "conhecer" o Omega de Apostasia. O foco principal daquela  sessão foi o desenvolvimento de uma declaração comum de novas Convicções. A idéia era substituir a declaração de  1931 que tinha sofrido  apenas  revisões secundárias. O produto final foi uma declaração oficial votada que afirmou o ensino Trinitário. Esta declaração assumiu desde então o  papel de um leão com  suas mandíbulas e o destruidor de qualquer um que se opusesse à nova doutrina. Os que forem achados contra a declaração de 1980 serão considerados apostatas da fé e banidos do movimento!

Em 1984, foi liberado o voto batismal, com o pronunciamento trinitáriano de Mateus 28:19 (texto comprovadamente de origem duvidosa). Em 1985 trouxeram para IASD novos Hinários com suas fortes traduções Trinitária, como também suas leituras responsivas em traduções modernas múltiplas, identificando-se com as leituras Católicas responsivas. Em 1988, em substituição para Perguntas sobre Doutrina, foi lançado Nisto Cremos contendo os 27 principais pontos das crenças da IASD dando ênfase aos 3 primeiros, sobre a trindade. Continuou a apostasia do Omega com posições semelhante aos que estão em  Perguntas sobre Doutrina. 1993 vieram às publicações de livros editados por grupos  de ministérios independentes apoiados pela IASD e que reivindicam ser "Adventistas históricos" mas que prometem manter a posição trinitariana, até este ponto de união entre estes ministérios havia poucos compradores para os seus livros. No ano seguinte a IASD admitiu que os pioneiros do movimento não poderiam se juntar à igreja de hoje por causa da suas posições antitrinitária.

Relação atual de Ministérios Independentes

Embora muitos ministérios independentes dentro e fora  da IASD hoje reconheçam a apostasia contida no livro Perguntas sobre Doutrina e outros "livros de uma nova ordem”. Relativo à encarnação e a expiação de Cristo no céu, a maioria não percebe o desvio maior     realizado nas nossas doutrinas. Na realidade, alguns dos partidários mais veementes do Trinitarianismo são adventistas de ministérios independentes!

Vários grupos foram contundentes em  rejeitar a condução de Deus nos dias dos pioneiros dentro do movimento do Advento e apoiaram a Trindade pagã-papal fortemente. Considerando assim a posição de nossos pioneiros como não sendo de orientação Divina. J___ O____, líder de um ministério independente, foi rápido em rotular a conferência ministerial como lata de Lixo “S_____"  porque eles lançaram os livros de  Espírito de Profecia supostamente em uma lata de lixo. Depois o Pastor O_____ lançou reimpressões de materiais que os pioneiros tinham escrito sobre a Deidade em uma lata de lixo e então recolheu material reimpresso dos pioneiros dos membros de sua igreja e os aconselhou a joga-los na lata de lixo! Na ocasião, isto foi registrado, o Pastor O_____ estava trabalhando  junto com a Conferência Geral.

Com respeito aos materiais enviados para os membros, que apresentava a posição Bíblica e histórica dos pioneiros, um ministro enviou uma carta surpreendente cheio de fatos.

Querido D___:   

Obrigado por escrever. D___ você está administrando uma cruzada evangelística em Michigan sendo assim eu estou controlando o seu correio. Eu não desejo ofende-lo, mas eu gostaria de chamar sua atenção para várias coisas importantes:

1. muitos dos pioneiros estavam errados em vários ensinos de Bíblia. Nós não fundamentamos as nossas doutrinas no que os pioneiros acreditavam, mas no que a igreja decidiu em suas conferências (a IASD).

2. No Espírito de Profecia é claro que:

A. Uma nova Luz não é revelada para alguns (CW 45).

B. A Luz não pode ser dada quando é contrário à fé estabelecida fora do corpo (da IASD) (EGW 45).

C. Toda nova luz deve ser submetida aos irmãos e se eles a aceitam é porque eles vêem  muito clara a questão (CW 47).

Como Lee Roy  Froom, muitos outros da IASD consideraram os cinqüenta anos de estudos dos pioneiros como "erro”. Enquanto nós concordamos que não deveríamos aceitar nenhuma doutrina só porque que os pioneiros acreditaram nela, também não deveríamos acreditar que se a “IASD” decidiu que uma certa doutrina é verdade, ela seja verdadeira! As referências no Espírito de Profecia são excelentes. É uma vergonha que a IASD não tenha dado atenção quando resolveu  aceitar a doutrina da Trindade!

a) Não foi revelada A maravilhosa  verdade sobre Deus e do seu Filho só para alguns! (Todos os pioneiros entenderam e acreditaram nisto. A Trindade entrou na igreja pelos esforços de alguns homens chaves).

b) A Trindade era contrária a fé estabelecida “do corpo”. A Nova luz não foi submetida aos irmãos,  mas só “aos irmãos de experiência”. (Representados por Escritores e Editores, pág. 47).

Os verdadeiros “irmãos de experiência”, a quem especialmente  a Sra. Ellen White se referiu, foram os que passaram pela tribulação de 1844. Todos eles rejeitaram a Trindade, e não viram luze nesta doutrina.

Para evitar a conexão da Trindade com o papado, alguns ministérios independentes foram o ao extremo de aceitar o triteismo, a convicção em três deuses. Como  Kellogg e Froom, eles foram rápidos em citar os Testemunhos de profecia  para "provar" as suas posições.

Enquanto você esta lendo este tratado, os lideres ministeriais o rejeitam, assim como rejeitaram a profecia do Alfa e do Omega, nós não deveríamos gastar nosso fôlego esperando para ver quantos mais farão o mesmo antes de tomar nossa própria decisão. Nós estamos falando claramente:

Nos últimos dias solenes virão poucos e grandes homens. Deus executará um trabalho nos nossos dias, mas poucos que restam se anteciparão. Ele fará surgir entre nós  aqueles que Ele exaltará e serão ensinados pela unção do Seu Espírito, mas do que aqueles que receberam treinamento de instituições científicas. Os formados pelo Espírito não serão desprezados ou condenados; eles são ordenados de Deus. Os letrados podem fornecer somente as qualificações exteriores. Deus manifestará que Ele não é dependente de mortais instruídos e presunçosos.

Os fortes para manterem-se em defesa da verdade e da justiça, quando a maioria os abandonará, lutarão as batalhas de Deus quando os campeões são poucos. Este será nosso teste. (Testemunhos para a Igreja, vol. 5, pp. 80, 82, 137)

Deus vai trabalhar de tal maneira que nenhuma glória será para homens, a mensagem de Apocalipse 14:7 para dar glória a Deus será realizada, "não através da forçar, nem por poder", mas pelo Espírito de Deus e toda a glória pertencerá ao Senhor. Qual deve ser a nossa relação a esta apostasia? "Nós devemos rapidamente abraçar os primeiros princípios de nossa fé, e ir adiante com força e fé aumentadas. Nós devemos manter a fé que foi substanciada pelo Espírito Santo de Deus nos eventos passados e  juntar com nossa experiência obtida no tempo presente." (Séries B, não. 7, pág. 52)

Um pouco antes de eu dar os testemunhos relativos aos esforços do inimigo para arruinar a fundação de nossa fé pela disseminação de teorias sedutoras, eu tinha lido um incidente sobre um navio atravessando um forte nevoeiro colidindo com um iceberg. Durante várias noites dormi poucos. Eu parecia como um carro que sofria varias capotagens rolando abaixo em um despenhadeiro. Uma noite uma cena foi apresentada claramente diante  de mim. Um recipiente estava nas águas, sob uma névoa pesada. De repente a vigia gritou, “Iceberg à frente! ,Então sobressaindo à frente do navio, estava um iceberg gigantesco. Uma voz de autoridade clamou, Ao encontro dele !... Não havia momento para hesitação. Era um tempo para ação imediata. O engenheiro vestiu o salva vidas, e o homem no timão  guiou o navio diretamente para o iceberg. Com um estrondo o navio golpeou o gelo. Todos ficaram atemorizados, e o iceberg quebrou-se em muitos pedaços, enquanto caia os pedaços fazendo barulho como trovão sobre a cobertura do navio. Os passageiros ficaram violentamente abalados pela força da colisão, mas nenhuma vida ainda estava perdida. O casco do navio estava danificado, mas não sem possibilidade de concerto. O casco rompeu-se com choque,  isto fez tremer a parte de trás do navio, era como uma criatura viva, depois disto  o navio avançou  a seu modo”.

Bem eu sabia o significado desta representação. Eu tinha as  minhas ordens. Eu tinha ouvido as palavras, como a voz de nosso Capitão, Ao encontro dele !... Eu sabia qual era o meu dever, e que não havia um momento a perder. O tempo para ação tinha chegado. Eu devo sem demora obedecer ao comando,  Ao encontro dele !... (Séries B, não. 2, pp. 55, 56)

Apelo pela verdade

Amado, o iceberg que apareceu logo após a apostasia "alfa." O Confrontar com a apostasia Omega trará um choque temeroso; nós seremos abalados violentamente pela força da colisão. O verdadeiro navio está danificado mas não sem possibilidade de conserto. Vamos obedecer ao Capitão de nossa fé e "Ao encontro dele!...” Como nós vimos em nosso estudo, Conhecer a Deus verdadeiramente é eternamente importante. O profeta Daniel nos fala que "as pessoas que conhecem o seu Deus serão fortes e farão façanhas”. (Daniel 11:31) Agora é o tempo para conhecer nosso Deus Como nunca e ser forte como antes.  "Não tema, pequeno rebanho; porque é bom prazer a seu Pai lhe dar o reino”. (Lucas 12:32)

Por David Clayton. Tradução: David Souto de Souza

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