
O Que Jesus Comeria... Hoje?
Perguntas e respostas sobre o
Cristianismo e o Vegetarianismo
E ainda receitas e fontes de informação adicional
para uma alimentação saudável e saborosa

Paz por William Strutt © Reinthal & Newman, NY

A Christian Vegetarian Association é um ministério internacional e não
confessional de cristãos, que consideram que uma dieta baseada em
vegetais não só beneficia a saúde humana, o meio ambiente e os
animais, como ajuda a combater a fome e pobreza mundiais.
www.ChristianVeg.com
Como pode o vegetarianismo beneficiar o mundo?
Fome Mundial
Jesus pregou: “Porque tive fome e destes-Me de
comer... Sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais
pequeninos, a Mim o fizestes” (Mateus 25:35,40). Contudo, enquanto
dezenas de milhões de pessoas morrem anualmente de doenças
relacionadas com a fome, e cerca de mil milhões sofrem de malnutrição,
37% dos cereais colhidos no mundo são utilizados para alimentar animais
criados para o abate. Nos Estados Unidos a percentagem é de 66%.
A transformação dos cereais em carne desperdiça até
90% das proteínas, 96% das calorias, e toda a fibra. Como geralmente são
necessários bastantes mais cereais para alimentar quem come carne, o
consumo de carne a nível mundial aumenta grandemente a procura de
cereais. À medida que a procura aumenta, aumentam também os custos,
impossibilitando progressivamente os pobres de comprar qualquer tipo de
alimento. É irónico que os vegetarianos, frequentemente acusados de se
preocuparem mais com os animais do que com os humanos, contribuam para
ajudar a alimentar os humanos.
A nossa saúde
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…e uma pequena criança os
guiará.
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O apóstolo Paulo escreveu que os nossos corpos são
templos do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19), pelo que devemos cuidar
do nosso corpo como dádiva de Deus. Segundo revisão exaustiva de
literatura científica, efectuada pela American Dietetic Association
(Associação Dietética Americana), as dietas vegetarianas reduzem o
risco de obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial,
diabetes mellitus, cancro do cólon, cancro do pulmão, e doenças
renais. Contrariamente à dieta mediterrânea predominantemente vegetal
praticada por Jesus, as modernas dietas ocidentais (caracterizadas pelo
excesso de produtos animais) colocam as pessoas em risco.
Os pesticidas e as dioxinas, por exemplo, que se
concentram nas gorduras animais, são consumidos por quem come carne e
podem elevar o risco de cancro. As pessoas que ingerem grandes
quantidades de peixe atingem frequentemente níveis perigosos de mercúrio
no sangue. Dado que os animais são criados para crescerem rapidamente e
sem oportunidade de fazerem exercício, a sua carne é rica em gorduras
saturadas que provocam o aumento dos níveis de colesterol, elevando
assim o risco de doenças cardiovasculares.
Os animais para consumo são muitas vezes criados com
a ajuda de hormonas que estimulam o desenvolvimento muscular excessivo
– uma prática que prejudica a saúde humana, para além de provocar
dolorosas deficiências nos animais. O uso corrente de antibióticos
para prevenir infecções, em animais sujeitos a um grande stress,
mantidos em espaços sobrelotados, fomenta uma perigosa resistência das
bactérias aos antibióticos. Para além do mais, o funcionamento rápido
e contínuo dos matadouros predispõe a carne a contaminações
bacterianas.
Em 1999, o CDC (agência governamental
norte-americana para prevenção e controlo de doenças) estimou que a
contaminação alimentar afecta cerca de 76 milhões de norte-americanos
anualmente e mata cerca de 5.000. Um ano depois, o CDC descobriu que
cerca de 86% das contaminações alimentares relatadas eram surtos
originados por produtos animais. Cozinhar a carne pode matar as bactérias,
mas também dá origem a aminas cancerígenas.
A Terra
No
livro do Génesis 2:15, Deus instruiu Adão para “cultivar” e
“guardar” o Jardim do Éden. Por analogia, podemos considerar nossa
tarefa sagrada a compaixão para com a Criação de Deus. Uma pessoa que
se alimente de carne chega a consumir até 14 vezes mais água e 20
vezes mais energia do que um vegetariano. Na realidade, não é sustentável
a actual utilização dos terrenos de cultivo, da água, e da energia. O
esgotamento dos recursos do planeta ameaça causar grandes dificuldades
à humanidade neste século. Actualmente, 40% das terras aráveis em
todo o mundo estão já seriamente degradadas.
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